A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou a 15 de fevereiro.
Cerca de 7.600 clientes da E-Redes nas localidades afetadas pela depressão Kristin, que passou pelo continente em 28 de janeiro, continuavam pelas 08h00 de hoje sem energia elétrica, informou a empresa.
Equipas avaliam danos causados pela depressão Kristin; milhares sem eletricidadeANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
Em comunicado, a empresa diz estar focada em restabelecer o fornecimento de energia elétrica.
Na nota, a empresa reforça o alerta para que a população, caso identifique infraestruturas elétricas caídas ou danificadas, se mantenha afastada e reporte a situação à E-Redes (800 506 506 ou balcaodigital.e-redes.pt).
No balanço anterior, pelas 13h00 de terça-feira, a E-Redes referia que cerca de nove mil clientes, nas localidades afetadas pela depressão Kirstin, estavam sem abastecimento de energia elétrica.
Os clientes da E-Redes correspondem a "pontos de entrega de energia" como habitações, empresas ou lojas com ligação elétrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que estão a ser afetadas.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou a 15 de fevereiro.
Governo admite entrada de imigrantes para a reconstrução das zonas afetadas pela depressão Kristin
Manuel Castro Almeida, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, adiantou esta quarta-feira à noite em entrevista à RTP que o Governo admite a entrada de imigrantes para ajudar na reconstrução das zonas afetadas pela depressão Kristin. O governante garantiu que as empresas de construção civil "estão disponíveis e interessadas em fazer o recrutamento de mão-de-obra do exterior".
O ministro revelou ainda ter tido uma reunião "com as grandes empresas que podem disponibilizar grandes recursos para ajudar a estes trabalhos" e uma conversa com a AICCOPN (Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas).
Segundo o Público, estas declarações surgem depois do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ter defendido uma maior ligação entre a Proteção Civil e o Exército assim como um "canal de entrada" de imigrantes para garantir mão-de-obra nas zonas devastadas.
Estima-se que os prejuízos causados pela tempestade ultrapassem os quatro mil milhões de euros.
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