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Centros de saúde: "Ajudem-nos, estamos a rebentar pelas costuras"

Rui Nogueira, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, chama a atenção para a sobrecarga de trabalho dos médicos de família e para a falta de recursos nas unidades. Faltam mil médicos, 900 enfermeiros e 900 administrativos. Sugere como solução fazerem-se contratos provisórios de tarefeiros, como acontece nos hospitais.

A situação já não está fácil e presume-se que os próximos meses serão ainda mais difíceis. "Nós já sabemos que, quando vem o frio, ali sobretudo em dezembro e janeiro, há infeções respiratórias, as constipações e as gripes, e este ano ainda temos um vírus novo em circulação", diz à SÁBADO Rui Nogueira, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar. Os médicos de família acumularam funções novas com a pandemia e, se já faltavam recursos para o trabalho que existia, o problema ganhou ainda maior dimensão.

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