CDS contra fim do horário das 06:00 do Alfa Pendular Lisboa-Porto

Lusa 14 de agosto de 2018
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A concelhia centrista exige para o Porto e para a sua região "o mesmo nível de serviço" que a região de Lisboa tem.

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Comboio Alfa Pendular
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A Concelhia do Porto do CDS-PP considera "inaceitável" a extinção pela Comboios de Portugal (CP) da ligação Lisboa-Porto, do Alfa Pendular que partia de Santa Apolónia às 06:00, classificando a decisão de "discriminatória".

Em comunicado enviado à agência Lusa, a concelhia centrista exige, por isso, para o Porto e para a sua região "o mesmo nível de serviço" que a região de Lisboa tem, lembrando que a "CP é uma entidade pública empresarial", que visa o lucro, mas é "também uma entidade prestadora de um serviço público de transportes", tendo, por isso, o "dever de promover o interesse público de todos os portugueses, incluindo 'os do Norte'".

Esta supressão teve início a 5 de Agosto e fez com que a primeira ligação do dia, com chegada ao Porto às 08:44, tenha sido cancelada e com que a alternativa passe por "uma ligação no Intercidades que parte de Lisboa às 06:30 e chegada ao Porto pelas 09:46".

Considerando "absolutamente inaceitável que esse 'incumprimento' ocorra em contraste (e em discriminação) com outros destinos como é o caso flagrante e reiterado de Lisboa e da respectiva região", o CDS, refere a nota de imprensa, lança várias questões à administração da CP.

"Gostávamos de conhecer as razões, as motivações, o quadro de ponderações que norteou e norteia decisões como esta por parte de uma empresa pública de transporte como é a CP", pergunta o CDS que quer também compreender "a discriminação entre a ligação Lisboa-Porto e Porto-Lisboa".

Argumentando que a "dinâmica empresarial do Porto - da indústria aos serviços, da universidade à cultura e ao turismo - não são compatíveis com a visão de uma empresa pública de transporte de comboio que não assegura, em qualidade, em tempo e em horário, um serviço útil à cidade e à região a partir das 9:00", os centristas garantem, contudo, não ser "insensíveis às alegadas razões económicas" que ditaram a supressão pela "pouca taxa de utilização".

"Gostaríamos de saber, por conseguinte, quais são as principais razões de tão baixa taxa de ocupação e que medidas alternativas foram equacionadas em função de cada uma dessas razões", lê-se ainda no comunicado.
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