Castelo Branco: PSD escolhe candidato acusado de ceder a pressões do PS

Castelo Branco: PSD escolhe candidato acusado de ceder a pressões do PS
Margarida Davim 08 de abril

João Belém foi o candidato escolhido por Rui Rio contra a vontade das estruturas locais. Mas acumula polémicas: da alegada cedência a pressões à suposta ligação à Maçonaria. À SÁBADO, José Silvano diz que é "um candidato abrangente" e que "pessoas influentes" do concelho estavam disponíveis para o apoiar.

A história da candidatura do PSD à Câmara de Castelo Branco é intrincada. Para a entender, é preciso seguir o rasto a uma teia de amizades e inimizades, que tem como pano de fundo uma autarquia com uma invejável situação financeira, onde o PS não perde desde 1997, numas autárquicas para as quais os socialistas partem fragilizados depois de Luís Correia perder o mandato por decisão judicial, com a hipótese de ser candidato independente, dividindo o partido. 

Carlos Almeida é um dos protagonistas da história. O líder da concelhia, foi eleito vereador em 2017, e fez o que na cidade se descreve como uma "oposição assertiva" ao presidente socialista Luís Correia. Chegada a hora de indicar um candidato, a concelhia escolheu-o, por unanimidade, em voto secreto. A votação foi ratificada, também por unanimidade, na distrital de Castelo Branco, e a história poderia acabar aqui. Mas a direção nacional tinha outros planos. 

No lote de candidatos apresentado esta quarta-feira, o secretário-geral do partido, José Silvano assumiu que em três concelhos a direção nacional não tinha seguido as indicações das estruturas locais: Coimbra, Barcelos e Castelo Branco.

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