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Bombeiros pedem audiências urgentes ao Presidente da República e ao primeiro-ministro

Em comunicado, a LBP justifica o pedido destacando que "as associações correm sérios riscos de comprometer as suas capacidades financeiras e, consequentemente, a resposta operacional no socorro aos cidadãos".

O Conselho Nacional da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) aprovou este sábado um manifesto no qual solicita audiências urgentes ao Presidente da República e ao primeiro-ministro para lhes dar conta das dificuldades sentidas.

Bombeiros garantem que apoio do governo face ao aumento dos combustíveis "é insuficiente"
Bombeiros garantem que apoio do governo face ao aumento dos combustíveis "é insuficiente" Nuno Alfarrobinha

Em comunicado, a LBP justifica o pedido destacando que "as associações correm sérios riscos de comprometer as suas capacidades financeiras e, consequentemente, a resposta operacional no socorro aos cidadãos".

Em declarações à Lusa, o presidente da LBP, António Nunes, realçou que "a questão mais urgente" é o aumento "em flecha" dos preços dos combustíveis, que "está a provocar situações muito complexas nos corpos de bombeiros, em particular naqueles que têm transporte de doentes não urgentes".

O apoio anunciado pelo Governo para fazer face a esse aumento, considerou, "é manifestamente insuficiente".

Os bombeiros pedem "um apoio imediato do Governo e dos partidos políticos com assento parlamentar", exigindo também "a imediata renegociação" com o Ministério da Saúde do acordo com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e a revisão da tabela do transporte de doentes não urgentes.

"O INEM não tem querido negociar o acordo que tem fixado para 2025 e que tem que ser revisto em 2026", apontou António Nunes, exigindo que a ministra da Saúde imponha à emergência médica que inicie essa negociação, "absolutamente inadiável".

Além disso, há a questão do transporte dos doentes não urgentes, porque os preços do oxigénio, dos combustíveis e de outros bens necessários para providenciar esse transporte sofreram "aumentos significativos que não estão contemplados na portaria que fixa os valores a compensar aos bombeiros".

O manifesto pede ainda ao ministro da Administração Interna que determine à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) a apresentação de um programa nacional de apoio ao voluntariado, em estreita ligação com a LBP.

António Nunes apontou que a ANEPC "não tem feito muito pelo voluntariado no sentido de divulgação, campanhas, de criar condições para que haja captação" de bombeiros voluntários.

Depois do encontro de hoje na Guarda, a Liga voltará a reunir o Conselho Nacional a 18 de abril, em Ponte de Sor, e promete tomar decisões "mais firmes" e "assertivas" para encontrar soluções para os bombeiros voluntários.

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