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Autor da música "Bangladesh" diz estar "limitado" nas redes sociais devido a "denúncia"

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Bruttosuave, como é conhecido na Internet, cria músicas através de inteligência artificial e alega ter perdido monetização depois de ter sido alvo de queixas contra os vídeos.

“Isto não é o Bangladesh” foi o refrão da autoria de bruttosuave que acabou nos cartazes de André Ventura para a campanha das últimas eleições presidenciais. A música gerada por inteligência artificial, publicada a 10 de setembro de 2025, ficou viral nas redes sociais e conta atualmente com 419 mil visualizações só no YouTube.

Cartaz de campanha de André Ventura para as eleições presidenciais de 2026
Cartaz de campanha de André Ventura para as eleições presidenciais de 2026 DR

O autor, que prefere não revelar o rosto e a identidade, alega agora que perdeu o direito à monetização das músicas publicadas nas redes sociais e nas plataformas de streaming depois de ter sido alvo de queixas de “senhores de esquerda que não gostaram dos vídeos”, como se vê num vídeo publicado na sua página da rede social X. À SÁBADO, bruttosuave disse que não sabe quem foram os autores das queixas e que, ao contrário do que alega no vídeo que publicou nas redes sociais, afirmar que foram indivíduos de esquerda que o fizeram perder a monetização “é mera especulação”.

Acrescentou ainda que “não ganhava muito” com os vídeos, sem entrar em valores específicos, mas explicou que “os temas estão devidamente registados numa sociedade de autores”, o que, garantiu, permite gerar algum rendimento. Afirmou também que o seu mais recente tema, Radical porTugal, foi removido da rede social Facebook por “promover organizações ou indivíduos perigosos”. O videoclipe da música conta com a aparição de personagens geradas por inteligência artificial que se assemelham a figuras da extrema-direita, como o neonazi Mário Machado, líder do grupo 1143, e Afonso Gonçalves, líder do movimento político Reconquista e ainda com figuras como Miguel Milhão, fundador da Prozis, e a atual deputada municipal do Chega na Assembleia Municipal de Cascais, a atriz Maria Vieira.

O mesmo, disse, aconteceu com o tema Bangladesh, removido do Instagram e do Facebook, mas entretanto republicados depois te ter conseguido reverter a decisão ao ter alegado que os vídeos se tratavam de “sátira” e “caricatura”.

Já afirmou ao  que apesar de os vídeos serem gerados por inteligência artificial as letras são da sua autoria, “100% humanas” e afastou a ideia de que pertence ao partido Chega, definindo-se como “apartidário” e garantindo que nenhuma figura política está fora da sua atividade satírica. À SÁBADO garantiu que, “com ou sem monetização”, planeia continuar.

Com Diogo Barreto

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