A CNE considerou que não havia "ilícito eleitoral", mas o MP entendeu que podia haver indícios de crime nos cartazes.
O Ministério Público (MP) abriu um inquérito, na sequência de várias denúncias, aos cartazes do Chega sobre o Bangladesh e a comunidade cigana, revelou hoje a Procuradoria-Geral da República (PGR).
André Ventura defende cartazes polémicos contra minorias e BangladeshRui Paulo Sousa/Facebook
"Confirma-se apenas a receção de denúncias, as quais deram origem a inquérito que se encontra em investigação", respondeu hoje à Lusa fonte oficial da PGR. A mesma fonte acrescentou que o inquérito está a correr no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Lisboa.
"Isto não é o Bangladesh" e "Os ciganos têm de cumprir a lei" são as frases nos dois cartazes de André Ventura que deram origem à abertura do inquérito. Foram feitas várias críticas aos cartazes e associações pediram que os mesmos fossem retirados. André Ventura recusou retirar os cartazes, defendendo que está em causa a sua liberdade de expressão, e que só os retiraria se recebesse uma ordem de um tribunal.
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'O tempo para fazer o que se queria acabou, este país precisa de entrar na ordem', defende André Ventura
Ainda esta semana a Comissão Nacional de Eleições (CNE) concluiu que os cartazes do candidato presidencial André Ventura com referências à comunidade cigana e ao Bangladesh não constituem “ilícito eleitoral”. A CNE informava ainda que estava a remeter as queixas contra os cartazes para o MP e que já havia recebido mais de 450 queixas.
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