Apoios às viagens: Carlos César garante que não se demite

C.A.C. 18 de abril de 2018

Presidente do PS defende que duplicação de abonos “não é eticamente questionável” e que não pensa reembolsar os valores recebidos.

O presidente do PS, Carlos César, garantiu que não se demite em consequência da questão dos apoios de deslocação de deputados insulares aos Açores e à Madeira, considerando que o processo é "eticamente irrepreensível".

"Recebo um abono para ajuda a deslocações como todos os deputados da Assembleia da Republica, os dos Açores, da Madeira, de Faro, Bragança, do Porto ou de Braga. Além disso, pago os meus bilhetes como todos os açorianos pagam, ou seja, usando a tarifa de residente. Esse é o procedimento que sempre foi usado na Assembleia da República", disse o também líder parlamentar socialista no frente-a-frente com Santana Lopes na SIC Notícias.

Durante o debate, Carlos César defendeu ainda que "não é" eticamente questionável a duplicação dos apoios, ou seja, que acumule o reembolso parcial da viagem a que tem direito enquanto residente nos Açores e as ajudas parlamentares por deslocações semanais. "São duas coisas com razões completamente diferentes. Uma resulta da minha condição de deputado e outra resulta da minha condição de açoriano. Sou açoriano. Tenho a minha morada de família nos Açores, tenho lá o meu círculo eleitoral e uso de um direito que é também um dever", atirou, sublinhando: "Não posso, por entrar num avião, deixar de ser açoriano."

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