Eleições diretas no PS terminam hoje com reeleição de Carneiro garantida
José Luís Carneiro foi a votos sozinho e sem oposição nas eleições para secretário-geral do PS.
José Luís Carneiro foi a votos sozinho e sem oposição nas eleições para secretário-geral do PS.
Além de votar para a liderança, os militantes do PS vão entre hoje e sábado eleger os delegados ao XXV Congresso Nacional agendado para 27, 28 e 29 de março, em Viseu.
Com o objetivo de "afirmar e modernizar" o partido
Os socialistas referem que não podem "por coerência e responsabilidade, contribuir para um modelo de governação que normalize a presença de uma força política cujas posições são incompatíveis com os valores democráticos e humanistas.
Secretário-geral do partido compromete-se a reafirmar os socialistas "como a única alternativa credível para governar Portugal".
No quinto de dez dias de campanha oficial para a segunda volta das eleições presidenciais.
Presidente do PS partilhou uma mensagem nas redes sociais.
Para melhorar o país propõem energicamente pactos e fóruns. Reconhecem que há muito mais que os une do que o que os separa.
Não há comunicação entre a cúpula do partido e a campanha de Seguro, que carrega na narrativa apartidária. Alegado pacto de Carneiro com Santos Silva pode explicar resistência.
José Luís Carneiro anunciou esta proposta conjunta com o presidente do PS, Carlos César, sublinhando que "é o PS e só o PS que determina o tempo político das suas decisões".
A sua newsletter de sexta-feira
José Filipe Pinto considera que António José Seguro não era a primeira aposta dos socialistas, mas que neste momento acaba por ser uma aposta "segura".
Desde que assumiu a liderança do PS, José Luís Carneiro remeteu sempre para depois das autárquicas uma decisão sobre as presidenciais.
Segundo o líder do PS, "aqueles que vaticinavam uma erosão estrutural do Partido Socialista", depois de ganhar em 2013, em 2017 e em 2021, "no quarto ato eleitoral, mesmo estando em oposição no país, [o PS] está taco a taco com o Governo no número de câmaras".
São mais de 30 os ex-presidentes de Câmaras que são de novo candidatos este ano, a grande maioria a municípios a que já presidiram durante vários mandatos.
Pelo menos 10 dirigentes e militantes locais, ou os seus filhos e irmãos, entraram nos quadros da função pública através da autarquia liderada por Frederico Rosa.