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André Ventura equipara Cotrim a Mendes e rejeita "desfile de misses" na segunda volta

Lusa 09 de janeiro de 2026 às 13:41
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Candidato falou aos jornalistas antes de uma arruada no concelho de Sobral de Monte Agraço.

O candidato presidencial e líder do Chega, André Ventura, defendeu esta sexta-feira que votar em João Cotrim de Figueiredo ou Luís Marques Mendes "é a mesma coisa" e rejeitou que a segunda volta seja um "desfile de 'misses'".

André Ventura, candidato às presidenciais
André Ventura, candidato às presidenciais DR

"João Cotrim de Figueiredo tem votado tudo igual ao que o PSD faz na União Europeia. Tem valorizado todos os pacotes pró-imigração que têm sido discutidos em Bruxelas. Votar no João Cotrim de Figueiredo ou no Marques Mendes é a mesma coisa, são exatamente iguais", sustentou André Ventura.

O também presidente do Chega falava aos jornalistas antes de uma arruada no concelho de Sobral de Monte Agraço, distrito de Lisboa, e respondia às declarações de João Cotrim de Figueiredo, candidato apoiado pela IL, que na quinta-feira defendeu que votar em Ventura é permitir uma vitória de António José Seguro, ex-líder do PS, caso o socialista passe a uma segunda volta.

Rejeitando este raciocínio, Ventura atirou: "Uma coisa é se isto for um desfile de 'misses': quem é que pode ser a 'miss' mais bonita na segunda volta? Eu não vejo a política assim".

O candidato disse ver a política como "uma luta de causas" e afirmou que numa segunda volta estarão em confronto "valores".

"Na segunda volta, seja qual for o meu adversário, António José Seguro, Marques Mendes, João Cotrim de Figueiredo, Gouveia e Melo, eu não vou discutir com eles as suas pessoas, se são mais simpáticos ou menos. Eu vou discutir valores e causas, que país é que querem", sublinhou.

Interrogado sobre se os eleitores à direita podem fazer este raciocínio e desmobilizar o voto em si por não acreditarem que consegue vencer numa segunda volta, Ventura respondeu que, se assim fosse, as sondagens não lhe seriam favoráveis -- sendo que num cenário de segunda volta, o candidato apoiado pelo Chega aparece sempre como derrotado nas sondagens até agora divulgadas.

"As pessoas querem dar um abanão no sistema em Portugal. E sabem que votar no João Cotrim de Figueiredo nem chega a ser um toque na mesa. Se votarem em mim, é assim: Trás!, murro na mesa. Se for no João Cotrim de Figueiredo, é assim: Trás...", argumentou, ilustrando com diferenças de tom os "murros" a que se referia.

Sobre o eleitorado mais jovem, e o sucesso de Cotrim nesse campo demonstrado em algumas sondagens, Ventura afirmou que "ninguém está" à sua frente nessa faixa etária.

"No dia 18, é que vamos ver como é que vai ser", acrescentou.

André Ventura foi ainda questionado sobre as declarações do candidato a Belém Henrique Gouveia e Melo, que hoje considerou que os seus adversários têm "pequenina" dimensão política, sem qualquer comparação com Mário Soares ou Cavaco Silva e sem valor intrínseco, porque dependem dos respetivos partidos.

O também líder do Chega disse ter "muito orgulho" em ter o apoio do seu partido e criticou os que dizem que "não querem o apoio dos partidos, mas andam rodeados das pessoas dos partidos e das pessoas do sistema", referindo o mandatário nacional do almirante na reserva e ex-líder do PSD, Rui Rio, ou o autarca de Oeiras, Isaltino Morais.

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