Air France prevê operar hoje 85% dos voos previstos

Lusa 07 de maio de 2018
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Esta paralisação custou pelo menos 300 milhões de euros, estimou já a companhia, que no primeiro trimestre registou prejuízos de 269 milhões de euros.

A transportadora aérea Air France prevê cumprir esta segunda-feira 85% da operação no âmbito da greve dos trabalhadores e que vai cancelar duas ligações entre Lisboa e Paris, disse fonte da companhia à Lusa.

A mesma fonte disse ainda que para terça-feira "está, para já, cancelado o último voo para Lisboa e o primeiro para Paris-CDG na manhã do dia seguinte (quarta-feira), estando a ser propostas alternativas a todos os passageiros".

A nível global, a Air France prevê operar 99% dos voos de longo curso, 80% dos de médio curso e 87% das ligações curtas e que adiram à greve 14,2% dos pilotos, 18,1% dos tripulantes de cabine e 10% do pessoal de terra.

Assim, para terça-feira, a companhia prevê assegurar 80% da sua operação programada, ao cumprir 95% de voos de longo curso, 75% de médio e 82% das ligações mais curtas.

A adesão deverá ser de 14,2% por parte dos pilotos, 17,8% dos tripulantes de voo e 2,9% do pessoal de terra.

Esta segunda-feira a operação decorre como previsto, acrescentou ainda a companhia.

As acções da transportadora franco-holandesa Air France-KLM já estiveram hoje a descer 14% para 6,96 euros, pelas 08:45 horas de Lisboa, na bolsa de Paris, face às incertezas criadas pela demissão na sexta-feira do presidente, Jean-Marc Janaillac, depois do fracasso da consulta aos trabalhadores para travar a paralisação.

Na sexta-feira, os títulos fecharam a valer 8,096 euros.

O presidente da companhia tinha proposto à votação um aumento salarial de 2% este ano e uma subida de 5% suplementar de forma progressiva nos três anos seguintes, mas, em referendo, 55,44% dos trabalhadores votou contra. A participação neste referendo ultrapassou os 80%.

Os trabalhadores têm exigido aumentos de 5,1%, depois de seis anos de congelamento.

Esta segunda-feira decorre o 14.º dia de greve, iniciada em finais de Fevereiro, estando agendado para terça-feira mais um novo dia de protesto.

Esta paralisação custou pelo menos 300 milhões de euros, estimou já a companhia, que no primeiro trimestre registou prejuízos de 269 milhões de euros.

No domingo, o ministro francês da Economia, Bruno Le Maire advertiu que a "sobrevivência da Air France está em jogo" e que o Estado francês, que detém 14,30% da companhia, não vai assumir a dívida.

"A Air France vai desaparecer se não fizer os esforços de competitividade necessários" que permitam enfrentar a concorrência internacional, argumentou Bruno Le Maire ao canal BFM-TV.

O ministro apelou para a responsabilidade dos trabalhadores, que "pedem aumentos de salário que são injustificados". "Assumam as vossas responsabilidades, que a sobrevivência da Air France está em jogo", afirmou.

O Conselho de Administração da Air-France-KLM pediu no sábado a Jean-Marc Janaillac para se manter em funções até 15 de Maio.
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