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"A bazófia de Berardo era tal que percebi que algo estava errado"

Bruno Faria Lopes
Bruno Faria Lopes 07 de julho de 2019 às 08:00

Gasta "muitas, muitas" horas a preparar as audições, mas o aperto a Berardo foi improviso. Como trabalha Mariana Mortágua, a deputada mais eficaz nos inquéritos sobre a banca.

Armando Varagarantiu que "não seria capaz de lhe atirar com uma flor", masMariana Mortáguanão poupa quem se senta nas audições parlamentares sobre a banca. Na da Caixa Geral de Depósitos, que está perto de terminar, foi de novo assim. Quando o empresário Manuel Matos Gil tentou desvalorizar o papel do seu grupo na Selenis e na La Seda – nomes ruinosos para a Caixa – Mortágua levantou-se e entregou-lhe em mão um documento da Caixa que o desmentia. Com Cecília Meireles – a deputada do CDS com que a espaços fez uma dupla demolidora e cujo trabalho a deputada bloquista elogia – levou Berardo a expor a "golpada" aos bancos. Foi Mortágua que desmontou em minutos a defesa de Vítor Constâncio – e que levou o "vice" da administração Constâncio no Banco de Portugal, Pedro Duarte Neves, a admitir que o supervisor avaliara a Fundação Berardo com base apenas "num quadrinho" com informação básica.

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