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Músicos, pintores e líderes sindicais. Quem são os candidatos presidenciais "desconhecidos"
Há três candidatos com irregularidades, principalmente falta de assinaturas. Joana Amaral Dias só apresentou 1.575 das 7.500 assinaturas necessárias.
As eleições presidenciais de 18 de janeiro de 2026 irão constar pelo menos 11 candidatos no boletim de voto a disputar aquela que é a maior corrida da história a Belém. O recorde supera os dez registados nas eleições de 2016 que deram a vitória e o primeiro mandato a Marcelo Rebelo de Sousa.
Lusa
TIAGO PETINGA/LUSA
José Cardoso, antigo membro da IL tornado líder do Partido Liberal Social
Antigo membro da Iniciativa Liberal (IL) e atual líder do Partido Liberal Social, José Cardoso, diz que a sua candidatura tem como objetivo afirmar “as ideias do liberalismo social”, considerando as eleições uma “boa oportunidade de mostrar como é que um presidente liberal social poderia dar um contributo significativo para o desenvolvimento do país”. Em 2023 candidatou-se à presidência da IL contra Rui Rocha e pouco depois da derrota criou o Partido Liberal Social. Com 54 anos e nascido em Moçambique, Cardoso só entrou na política em 2019 com a sua adesão à IL. Dentro do partido foi crítico de João Cotrim Figueiredo e da sua liderança. Considera-se um “liberal, ecologista e minimalista”, acredita que “cada um deve ter o controlo das suas opções de vida” quer que a “humanidade encontre equilíbrio com os ecossistemas que a rodeiam” e ao longo da vida percebeu que “quanto mais simples forem as coisas, menos pressão exercem”. Atualmente dirige uma empresa de comércio eletrónico “com atividade em vários países da Europa” e presta serviços de gestão de projetos de e-commerce a clientes.
Joana Amaral Dias concorre à Presidência da República Portuguesa
Tiago Petinga/LUSA_EPA
Joana Amaral Dias, a psicóloga com um passado bloquista
Joana Amaral Dias, a psicóloga com um percurso extenso na política anunciou a sua candidatura no dia 10 de junho com o apoio do partido Alternativa Democrática Nacional (ADN). Considera ser uma alternativa a um país que acredita estar “aturdido, desorientado, cabisbaixo, desnorteado” e “sem presente ou futuro”. Joana Amaral Dias ganhou notoriedade enquanto deputada do Bloco de Esquerda entre 2002 e 2005 do qual se demitiu em 2014. Em 2006 apoiou a candidatura de Mário Soares à presidência da república da qual foi mandatária para a juventude. Em 2015 constituiu o grupo político AGIR e concorreu às eleições legislativas do mesmo ano sob uma coligação entre o PTP e o MAS. Em 2017 foi candidata à Câmara Municipal de Lisboa pelo partido Nós, Cidadãos!. Recentemente a comentadora política também foi cabeça de lista nas eleições europeias, legislativas e candidata nas autárquicas pelo ADN. Durante o COVID foi uma das críticas das vacinas e o uso de máscaras e tem sido uma figura polémica. Em novembro o Correio da Manhã revelou que o ADN paga uma avença mensal a Joana Amaral Dias no valor de quatro mil euros pagos à empresa do seu marido.
Candidatos presidenciais concorrem às eleições em Belém
Ricardo Sousa/Facebook
Ricardo Sousa, o “homem do norte” que prioriza a regionalização
Ricardo Sousa “um homem do norte”, como se descreve, é empresário e foi vereador do PSD na Câmara Municipal de Paredes entre 2021 e 2025. O objetivo da sua candidatura é para “dar voz às preocupações reais das pessoas” e trazer para a agenda nacional temas como a regionalização, de forma a “melhorar os serviços de saúde, educação e segurança”, dando às regiões mais desfavorecidas “ferramentas para crescer”.
Candidatos presidenciais desconhecidos concorrem a Belém nas eleições de 2016
ANDRÉ KOSTERS/LUSA
Manuel João Vieira, o músico que promete vinho canalizado e um Ferrari a cada português
O músico e pintor Manuel João Vieira, vocalista das bandas Ena Pá 2000 e Irmãos Catita, apresenta pela quinta vez a sua candidatura a Belém. Se em anos passados não conseguiu validar as assinaturas necessárias, este ano conseguiu mais de 12 mil. O seu mandatário é o ator David Almeida. A sua promessa é simples, só desiste se for eleito e considera ser uma “alternativa aos atuais candidatos políticos” e ao “crescimento do fascismo”. Algumas das suas propostas, que servem para expor “o absurdo da política”, passam pela implementação de vinho canalizado em todas as casas e fontes de bagaço nas ruas, patinadoras russas para cada homem e dançarinos cubanos para cada mulher e acredita que cada português deve ter um Ferrari. Para resolver a questão da imigração, que é o foco de campanha de alguns candidatos, Manuel João Vieira propõe tratamentos para clarear a pele das pessoas mais escuras e escurecer as pessoas mais claras, de forma a uniformizar o tom de pele de quem vive em Portugal.
LUIS FORRA/LUSA
André Pestana, o líder sindicalista
André Pestana, professor e líder do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP), apresenta-se como um candidato independente, sem ter o apoio formal de algum partido. Segundo o seu ‘site’ oficial, foi o rosto de várias lutas importantes e teve um percurso político extenso defendendo a importância da educação pública condigna e melhores condições para professores. O candidato de 48 anos acredita que todos “devem ter direito a trabalho, salário e habitação condignos”, defende o direito das crianças terem na escola “um local de aprendizagens e desenvolvimento” e dos idosos terem direito a “viver com dignidade”. De acordo com o seu slogan de campanha, “é hora de abrir a pestana!”. Critica “os políticos que continuam a privilegiar a ganância, em detrimento das pessoas e do meio ambiente, para alimentar o negócio da guerra”, tirando “mais recursos dos serviços públicos essenciais” para a população.
Humberto Correia apresenta o livro "De conto a romance"
DR
Humberto Correia, o autor que promete percorrer o país vestido de Afonso Henriques
O pintor e autor Humberto Correia concorre como independente e apresentou mais de 9 mil assinaturas ao TC. Natural de Olhão, foi candidato à Câmara Municipal de Faro em 2017 e promete percorrer o país vestido de Dom Afonso Henriques como ação de campanha. O candidato é pai de dois filhos e esteve emigrado na França, onde trabalhou 10 anos em fábricas e 15 na construção civil e regressou a Portugal em 2003. O principal tema da sua candidatura é a crise da habitação que considera “o maior problema do povo português”, defendendo mais habitação social construída pelo Estado. É ainda autor do livro “As Pulgas da Minha Infância”, uma obra baseada num rapaz que cresce no seio de uma família pobre nos anos 1960 e 1970.Artigos Relacionados
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