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Moedas pede abertura de inquérito interno ao caso das luzes de Natal

Luana Augusto 19 de março de 2026 às 13:15

Em causa estão suspeitas de benefício da maior empresa de luzes de Natal do País por parte de vários municípios.

A Câmara Municipal de Lisboa informou esta quinta-feira, num despacho assinado pelo autarca Carlos Moedas que ordenou a "abertura de um inquérito" interno na sequência da Operação Lúmen que investiga suspeitas os crimes de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, abuso de poder e associação criminosa, relacionados com o fornecimento e a instalação de luzes de Natal. Dez municípios, incluindo Lisboa, foram alvo de buscas.

Carlos Moedas tem recusado pedir demissão MIGUEL A. LOPES/LUSA_EPA

A PJ realizou na terça-feira na secretaria-geral da Câmara de Lisboa e em outras autarquias por suspeitas de corrupção na contratação de empresas de luzes de Natal: suspeita-se que a maior empresa de luzes do País enquanto o dinheiro saía dos cofres da autarquia.

Nessa sequência, a PJ deteve pelo menos quatro pessoas: entre estas encontrava-se Alberto Laplaine Guimarães, militante do CDS responsável pela organização de eventos, detalha a SIC. Anteriormente, a PJ já havia esclarecido que um administrador e um funcionário de uma empresa privada, uma presidente de uma associação privada e um funcionário público haviam sido detidos.

No âmbito desta operação foram ainda efetuadas 26 buscas domiciliárias e não domiciliárias em várias zonas do País, assim como em entidades e empresas públicas e privadas. As Câmaras de Lisboa, Tavira, Lamego e Maia estavam entre os alvos.

O secretário-geral da Câmara Municipal de Lisboa, Alberto Laplaine Guimarães, é um dos detidos na operação "Lúmen", bem como a presidente da UACS, Carla Salsinha, e ainda um administrador e um funcionário da empresa Castros Iluminações Festivas, que também foi alvo de buscas.

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