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Chega. Rita Matias pede demissão de Bruno Mascarenhas da Câmara de Lisboa

Renata Lima Lobo , Diogo Barreto 15 de março de 2026 às 08:29

A deputada apelou a Mascarenhas que se demita (e não que se torne independete) na sequência da notícia sobre a namorada arrendar casas clandestinas a imigrantes.

A deputada eleita pelo Chega à Assembleia da República apelou a Bruno Mascarenhas, eleito para a Câmara de Lisboa, para que se demitisse, na sequência da reportagem da RTP sobre o caso da sua namorada, Mafalda Livermore, que foi exonerada dos Serviços Sociais da autarquia por alegadamente arrendar casas clandestinas a imigrantes.

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"Lamento imenso que estas pessoas se aproximem do partido Chega e até deixo um apelo público: se as pessoas não têm capacidade de viver aquilo que pregam, não se juntem ao Chega", afirmou a comentadora do canal Now no seu espaço semanal. "Se o Bruno Mascarenhas quiser fazer um favor ao partido Chega, se faz favor demita-se de vereador, saia e passe o lugar - espero que não fique independente - passe o lugar para ficar alguém que realmente represente o partido Chega e os seus interesses", acrescentou.

"Porque o nosso discurso anti-imigração descontrolada não é anti humanista. Nós não compactuamos com formas pouco dignas de imigrantes viverem. Acho absolutamente condenável - eu não sou do Conselho de Jurisdição, sou do membro da Direção Nacional, mas se fosse era a primeira a promover um processo", disse ainda Rita Matias.

A número dois do Chega na Câmara Municipal de Lisboa (CML) passou a independente, na semana passada, após o seu colega de partido e de vereação, Bruno Mascarenhas, ter indicado a namorada para a administração dos serviços sociais da autarquia. Esta foi uma das razões para o afastamento de Ana Simões Silva, que, além de não ter sido ouvida quanto a nomeações, foi várias vezes impedida de entrar no seu gabinete, por a porta deste se encontrar trancada e não ter a chave, avançou a .

Mafalda Livermore, de 35 anos, ganhou, por indicação do namorado e nomeação do presidente da câmara, um lugar na direção da associação que assegura cuidados de saúde e apoio social aos trabalhadores da CML. Esta terá sido uma das condições do Chega para votar favoravelmente o orçamento municipal de Carlos Moedas. Formada pela Universidade Metropolitana de Londres, no Reino Unido, Livermore está atualmente a tirar um curso de Direito na Universidade Autónoma de Lisboa.

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