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António José Seguro clarifica o património que tem nas empresas familiares

02 de fevereiro de 2026 às 15:01

Candidato já tinha referido à SÁBADO que tinha um terreno e casas não incluídos na declaração inicial ao Constitucional. Divulgou-os agora no site.

Tal como a SÁBADO tinha n, António José Seguro tinha património na esfera das suas empresas familiares que não estava declarado, o que não permitia o seu escrutínio. Na altura do artigo, a candidatura tinha enviado uma curta declaração: "O património afeto à atividade empresarial é propriedade das empresas que desenvolvem as respetivas atividades". Disse depois mais tarde que uma das empresas tinha um "terreno agrícola de 3,5 hectares”. Outra empresa tinha "“casas de Alojamento Local”.
Seguro divulga património e reforça transparência na campanha José Coelho/Lusa/EPA
Só agora, depois de ter também questionado o candidato, António José Seguro revelou toda a informação - ainda não na declaração entregue no Tribunal Constitucional, mas no . Deverá ser feito proximamente um acrescento destes dados à declaração entregue, relata o Observador:  "Após a partilha pública de novas informações sobre o património das empresas de Seguro, fonte oficial da sua campanha revelou ainda ao Observador que foi feito um pedido de esclarecimento a uma equipa jurídica para determinar se Seguro está realmente obrigado por lei a revelar este património enquanto candidato. Caso a resposta seja positiva, será feito um aditamento à declaração original à Entidade para a Transparência para completar a informação sobre o património do socialista, garante-se". As informações novas vão ao encontro do que o candidato tinha revelado, com alguns pormenores e acrescentos. Consta de facto um terreno de 3.625 hectares, em Carril, Penamacor, que pertence à empresa Mimos da Beira, que faz "exploração agrícola e produção e comércio por grosso e a retalho de produtos alimentares".  Noutra empresa, a Amarcor, estão seis casas, que estarão afetas ao Alojamento Local que o candidato explora em Penamacor. 
Cada uma das empresas tem um automóvel - um de mercadorias e outro ligeiro de passageiro. Seguro indicou no seu site que em 2024, “o valor de faturação total das empresas de que é sócio (Amarcor, Lda – Mimos da Beira, Lda – N&A, Lda) foi de €347.255,34, dos quais 88% no âmbito da sua atividade principal de alojamento local e venda de produtos alimentares”. Esta terceira empresa referida, a N&A, servirá para a faturação dos serviços de consultoria, conferências, docência e comentário político. Recorde-se que, quanto aos rendimentos individuais, Seguro declarou €54.647 em 2024, sendo €7.129,66 da Mimos da Beira, €16 660 da Universidade Autónoma, €14 436,94 do ISCSP, €5.518,75 de rendimentos de trabalho independente (comentários na CNN Portugal) e €10.902 de rendimentos prediais.  Quanto ao património individual, referiu não ter qualquer conta à ordem que tenha saldo superior a 50 salários mínimos, ou seja, não tem de declarar. A prazo declarou duas contas, uma de €5.095,85 e outra de €5.098,67 Sem passivo e carro, declarou ser proprietário e coproprietário (com a mulher, com quem está casado por comunhão de adquiridos) de três apartamentos: um em Lisboa (freguesia de São Domingos de Benfica) e dois nas Caldas da Rainha. Indicou também três direitos de crédito, no total de €168.314,66. Não é declarado a que se referem.
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