O estado da pouca arte
José Pacheco Pereira Professor
01 de abril

O estado da pouca arte

Outro aspecto péssimo da pandemia foi exacerbar a praga do politicamente correcto. Alguém percebeu o que se passou em Corroios? Rixas entre famílias com armas de fogo costumam passar-se entre ciganos. Foi assim ou não?

É preciso muita paciência para ler, ver e ouvir grande parte da comunicação social portuguesa. Bem sei que os tempos não estão favoráveis à variedade, ao pluralismo e à imaginação, mas sempre podia haver um esforço. A pandemia ocupa tudo, o que seria compreensível se os olhares sobre o que se está passar fossem diferentes, mas é tudo igual. Há uma nova notícia todos os dias, os números de infectados, mortos, recuperados, o que é sempre uma notícia. Mas depois são páginas e páginas de textos que poderiam ser escritos há meio ano, no mês passado, a semana passada, e consideravelmente repetitivos, seja pelo tema, seja pela abordagem de órgão de comunicação A para o B, o C, etc.

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