Marcelino da Mata e a guerra mesquinha dos extremos
Nuno Tiago Pinto Chefe de redação
19 de fevereiro

Marcelino da Mata e a guerra mesquinha dos extremos

Chamar fascista àqueles que combateram na guerra colonial é tão absurdo como querer deportar um cidadão português porque ele expressou a sua opinião. Reescrever a história nunca deu bom resultado. Interpretá-la à luz de conceitos ideológicos e morais da atualidade também não. 

A 25 de março de 1973 o Tenente Piloto Aviador Miguel Pessoa descolou no seu caça Fiat G-91 para dar apoio de fogo ao aquartelamento de Guileje, na Guiné Bissau. Ao contrário do habitual, saiu sozinho. O objetivo era identificar a ameaça e decidir qual o armamento mais adequado a usar. 

Na época, não existiam grandes limitações à atuação da Força Aérea Portuguesa na Guiné-Bissau. Para evitar os RPG os pilotos tinham apenas a preocupação de voar acima dos 500m de altitude. Porém, isso estava a mudar. 

No início de março chegaram às mãos do PAIGC os primeiros mísseis terra-ar Strella. E se uns dias antes Miguel Pessoa tinha escapado por pouco a um disparo dos guerrilheiros, nessa missão não teve tanta sorte: ao chegar ao destino, tornou-se o primeiro piloto português a ser abatido na Guné-Bissau. 

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