Presidente da Comissão Europeia e do Conselho Europeu preocupados com a situação no Médio Oriente.
Os presidente da Comissão Europeia e do Conselho Europeu expressaram este sábado “grande preocupação” após os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão, apelando à “máxima contenção” e à salvaguarda da segurança regional e nuclear (siga aqui tudo sobre os ataques, ao minuto).
António Costa e Ursula von der LeyenEPA
“Os desenvolvimentos no Irão são motivo de grande preocupação. Mantemo-nos em estreito contacto com os nossos parceiros na região. Reiteramos o nosso firme compromisso com a salvaguarda da segurança e da estabilidade regionais”, defenderam Ursula von der Leyen e António Costa, num comunicado conjunto sobre os acontecimentos no Irão.
“Garantir a segurança nuclear e evitar quaisquer ações que possam agravar ainda mais as tensões ou comprometer o regime global de não-proliferação é de importância crítica”, sublinharam.
A mesma nota informativa recordou que a União Europeia (UE) aprovou sanções extensivas em resposta às ações do regime do Irão e da Guarda Revolucionária, o exército ideológico iraniano, tendo promovido de forma consistente esforços diplomáticos destinados a abordar os programas nuclear e balístico através de uma solução negociada.
Von der Leyen e Costa adiantaram que estão a trabalhar “em estreita coordenação com os Estados-membros da UE”, pelo que os 27 tomarão “todas as medidas necessárias” para assegurar que os cidadãos europeus na região possam contar com o “pleno apoio” de Bruxelas.
“Apelamos a todas as partes para que exerçam a máxima contenção, protejam os civis e respeitem plenamente o direito internacional”, frisaram ainda os dois responsáveis do bloco europeu.
Os Estados Unidos e Israel lançaram hoje um ataque conjunto contra o Irão, que atingiu a capital, Teerão, onde foram visíveis grandes colunas de fumo.
Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, anunciou que o seu país iniciou "grandes operações de combate no Irão" e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque tem por objetivo “eliminar uma ameaça existencial representada” pelo regime iraniano.
O ataque acontece dois dias depois da última ronda de negociações entre os Estados Unidos e o Irão sobre o programa nuclear iraniano.
Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.
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