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Von der Leyen e António Costa devem deslocar-se a 17 de janeiro ao Paraguai para oficializar o acordo UE-Mercosul, criando a maior zona de comércio livre do mundo.
A presidente da Comissão Europeia, que se deslocará no final de janeiro a Nova Deli para a cimeira da UE com a Índia, quer fechar aí o acordo comercial entre os dois blocos.
Von der Leyen alerta para dependências perigosas da China no Parlamento Europeu, em EstrasburgoPhilipp von Ditfurth/picture-alliance/dpa/AP Images
"Concretizámos o Mercosul [o acordo entre a UE e países do Mercado Comum do Sul] e estamos a trabalhar intensamente para concretizar o acordo com a Índia. Irei deslocar-me à Índia no final de janeiro para a cimeira UE-Índia e é minha ambição, bem como a de Narendra Modi [primeiro-ministro indiano], ter o acordo pronto para assinatura", disse Ursula von der Leyen.
A responsável falava a um pequeno grupo de jornalistas em Bruxelas, incluindo a Lusa, depois de, na passada sexta-feira, o Conselho da União Europeia ter dado aval à assinatura oficial do acordo da UE com o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), depois de vários anos de avanços e bloqueios por receios ambientais e agrícolas.
Previsto está que, após esta 'luz verde' dos países e que será seguida por uma avaliação do Parlamento Europeu, Von der Leyen e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, se desloquem a 17 de janeiro ao Paraguai para oficializar o acordo UE-Mercosul, criando a maior zona de comércio livre do mundo.
A Comissão Europeia detém a competência comercial da UE.
"Além de todo o valor económico acrescentado, [...] o sinal transmitido pelo acordo UE-Mercosul é o mais importante. O sinal de que, nos dias de hoje, é possível alcançar este acordo, confiar uns nos outros e estabelecer uma parceria em pé de igualdade, numa verdadeira situação de benefício mútuo", observou Von der Leyen.
A líder do executivo comunitário disse ainda existirem negociações em curso com México, Austrália e, em breve, com os Emirados Árabes Unidos.
No início de 2025, Ursula von der Leyen indicou ver esse ano como "uma janela de oportunidade histórica" para a UE construir uma parceria indivisível com a Índia, incluindo um acordo de comércio livre, mas admitiu dificuldades nas negociações.
Durante a presidência portuguesa do Conselho da UE, no primeiro semestre de 2021, a Índia e a UE concordaram em negociar um acordo comercial, outro de proteção de investimentos e um de indicações geográficas.
Nova Deli e Bruxelas já haviam tentado alcançar um acordo comercial, mas as negociações acabaram por ficar bloqueadas em 2013 devido a desentendimentos.
Desde 2004, a Índia é um parceiro estratégico da UE e, em 2022, as partes celebraram o 60.º aniversário de relações bilaterais.
A UE é o maior parceiro comercial da Índia e o segundo maior destino das exportações indianas, com um comércio de mercadorias avaliado em 124 mil milhões de euros em 2023, tendo as transações comerciais entre os dois territórios aumentado quase 90% na última década.
Von der Leyen quer fechar acordo comercial com Índia no final do mês em Nova Deli
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