Vladimir Putin reiterou a confiança na vitória sobre a Ucrânia no discurso que proferiu às tropas russas na Praça Vermelha este sábado, no âmbito das celebrações do triunfo sobre a Alemanha nazi na 2.ª Guerra Mundial.
Parada militar em MoscovoAP
Com segurança apertada, e com a garantia de que a Ucrânia não iria atacar a cerimónia, mercê dos três dias de trégua acordados, o presidente russo aproveitou a parada para lembrar que o país luta contra "uma força agressiva que é armada e apoiada por todo o bloco da NATO".
"Parabéns pelo Dia da Vitória, a nossa festa mais importante, sagrada e brilhante. Celebramos com orgulho e amor pelo nosso país, com a compreensão de que o nosso dever comum é defender os interesses e o futuro da pátria", disse o líder russo.
"A vitória sempre foi e será nossa", declarou ainda Putin às tropas e aos convidados presentes. "A chave do sucesso é a nossa força moral, coragem, valor, união e capacidade de superar qualquer desafio."
Pela primeira vez em 20 anos não houve nas celebrações do Dia da Vitória meios militares na Praça Vermelha. Os tanques, mísseis e armamento pesado que os russos se habituaram a ver na parada desta vez não estiveram no local "devido à situação operacional atual", segundo explicou uma fonte russa à AP, aludindo a um possível ataque da Ucrânia.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, reconheceu que foram tomadas "medidas de segurança adicionais" este ano, incluindo restrições ao uso da internet.
Estiveram presentes algumas personalidades estrangeiras como o rei da Malásia, Ibrahim Iskandar, o presidente de Laos, Thongloun Sisoulith, o presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, o presidente do Usbequistão, Shavkat Mirziyoyev, e o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko.
O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, reúne-se hoje com Putin no Kremlin, mas não participou do desfile, bem como nenhum líder ocidental.
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