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Turquia suspende 12 mil polícias por envolvimento em golpe

04 de outubro de 2016 às 08:30
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A Direcção de Segurança vai investigar cada um dos casos e poderá efectuar despedimentos caso se verifique o vínculo à irmandade de Güle

As autoridades turcas decidiram suspender mais de 12 mil polícias por alegado vínculo a redes da organização liderada por Fethullah Gulen, que Ancara acusa de estar por detrás do golpe militar falhado de Julho, avança esta terça-feira oHaberturk.

O jornal diário, próximo do Governo turco, indicou que a decisão foi tomada pouco depois da meia-noite e será transmitida hoje aos polícias implicados, que estão divididos pelas 81 províncias do país. No entanto, o maior número concentra-se em Ancara (1.350), Izmir (570), Diyarbakir (650) e Hakkari (350).

Entre os agentes suspensos há vários altos cargos, acrescenta o jornal, que explica que a Direcção de Segurança investigará cada um deles e que serão despedidos se se verificar o seu vínculo à irmandade de Gülen.

Segundo informou recentemente o ministro turco da Justiça, Bekir Bozdag, nos dois meses e meio que passaram desde o golpe fracassado de 15 de Julho, cerca de 70 mil pessoas foram suspensas dos seus cargos, a maioria públicos, e 35 mil foram detidas ao abrigo da lei do estado de emergência.

Bozdag explicou que estas medidas foram tomadas no âmbito das investigações judiciais para apurar as responsabilidades pelo golpe.

O Conselho de Ministros da Turquia decidiu, na terça-feira, prorrogar por mais 90 dias o estado de emergência proclamado a 20 de Julho e o Presidente, Recep Tayyip Erdogan, já declarou que pode ser necessário alargar esta situação "até 12 meses". Tudo isto para combater a rede de simpatizantes de Gülen, que vive nos Estados Unidos desde 1999, motivo pelo qual Ancara pediu a Washington a sua extradição.

Ao abrigo do estado de emergência, o Governo tem poder para emitir decretos com força de lei, suspender liberdades e direitos fundamentais, impor obrigações financeiras e laborais aos cidadãos e conferir poderes especiais aos funcionários, sem que estas decisões possam ser recorridas junto da Justiça.

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