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Telegram visado em investigação do regulador britânico dos média sobre conteúdos pornográficos

Teoricamente, pode resultar numa multa de até 10% do volume de negócios mundial da empresa.

O regulador britânico dos media, a Ofcom, anunciou esta quarta-feira a abertura de uma investigação visando o Telegram, "após elementos que sugerem que material pedopornográfico" pode ter sido partilhado na aplicação de mensagens.

Telegram
Telegram GDA via AP Images

Esta investigação, aberta no âmbito da lei britânica sobre segurança online (Online Safety Act), deve "determinar se o Telegram falhou, ou falha, nas suas obrigações em matéria de conteúdos ilegais", sublinha a entidade reguladora num comunicado.

Teoricamente, pode resultar numa multa de até 10% do volume de negócios mundial da empresa.

A Ofcom explica ter "recebido elementos do Centro Canadiano de Proteção da Criança sobre a presença alegada e partilha de conteúdos pedopornográficos no Telegram" e que procedeu à sua "própria avaliação" antes de abrir a investigação.

O regulador lembra que, de acordo com a lei britânica, os fornecedores de serviços "de utilizador para utilizador" são "obrigados a avaliar e mitigar o risco" que a partilha ou a posse de tais conteúdos "seja feita nas suas plataformas".

"Desde 2018, o Telegram praticamente eliminou a disseminação pública de conteúdos pedopornográficos na sua plataforma, graças a algoritmos de deteção avançados e à sua cooperação com ONG", responde a empresa num comunicado, onde "nega categoricamente as acusações da Ofcom".

"Estamos surpreendidos com esta investigação e preocupados com o facto de ela poder fazer parte de uma ofensiva mais ampla contra as plataformas online que defendem a liberdade de expressão e o direito ao respeito pela vida privada", acrescenta.

O fundador do Telegram, Pavel Durov, deu na segunda-feira o seu apoio a Elon Musk, convocado para uma audiência livre em Paris, pela justiça francesa, no âmbito de uma investigação sobre possíveis abusos da sua rede social X.

"A França de Macron perde legitimidade ao instrumentalizar investigações criminais para reprimir a liberdade de expressão e a vida privada", escreveu Durov na rede social X e no Telegram.

Nascido na Rússia e naturalizado francês em 2021, Durov foi indiciado por várias infrações pela justiça francesa, reprova o facto de não agir contra a divulgação de conteúdos criminosos na sua aplicação de mensagens.

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