Já em São Paulo, os apoiantes e opositores do presidente brasileiro envolveram-se em confrontos que fizeram vários feridos.
Jair Bolsonaro juntou-se a manifestantes que o apoiavam montado num cavalo, este domingo, dia 31 de maio, em Brasília. Os seus apoiantes pediam o fecho do Supremo Tribunal Federal do Brasil por estar a investigar o presidente brasileiro.
Bolsonaro não fez declarações e limitou-se a cumprimentar e a abraçar muitos dos participantes, levantando algumas crianças nos braços e posando para fotos, tudo sem usar a máscara, com a qual é obrigatório circular nas ruas de Brasília por causa da pandemia de Covid-19.
Depois de saudar os seus apoiantes, estimados em cerca de 3 mil, o chefe de Estado dirigiu-se a um grupo de polícias a cavalo, montou num dos animais e caminhou entre o povo, que após aquele ato do Presidente dispersou sem grandes incidentes.
Bolsonaro, bem como três dos seus filhos que também estão envolvidos em atividades políticas, são atualmente objeto de várias investigações que estão nas mãos da Procuradoria-Geral da República e supervisionadas pelo Supremo Tribunal.
No caso do Presidente, é alegadamente suspeito de tentar intervir ilegalmente na Polícia Federal, um órgão autónomo que depende do Ministério da Justiça, sendo o antigo ministro, Sergio Moro, quem denunciou as alegadas irregularidades.
Celso de Mello, juiz do Supremo Tribunal que é responsável por investigar as alegações de Moro, disse que os apoiantes do presidente Bolsonaro procuravam uma ditadura militar.
"Temos que resistir à destruição da ordem democrática para evitar o que aconteceu na República de Weimar quando Hitler, ao ser eleito através do voto popular... não hesitou em anular a Constituição e impor um sistema totalitário em 1933", afirmou Mello, segundo a Reuters. A mensagem foi divulgada pela imprensa, mas Mello diz que era "exclusivamente pessoal".
Bolsonaro disse que os seus objetivos são democráticos e que os seus opositores estão a infringir a Constituição para o retirar do poder.
Protestos em São Paulo
Na conhecida e central Avenida Paulista, na cidade brasileira de São Paulo, foram convocadas manifestações pelo chamado "Bolsonarismo", a favor do Presidente Jair Bolsonaro, e também por grupos de opositores ao atual chefe de Estado do país, de extrema-direita, que protestam contra o "autoritarismo".
Os primeiros manifestaram o seu apoio a Bolsonaro, exigindo o "encerramento" do Parlamento e do Supremo Tribunal, que acusam de "conspirar" contra o governo, enquanto os segundos afirmaram que iriam para a rua em "defesa da democracia".
Apoiantes e críticos do Presidente brasileiro Jair Bolsonaro entraram em confronto causando distúrbios violentos que deixaram várias pessoas feridas, entre elas o fotógrafo da agência de notícias espanhola Efe Fernando Bizerra.
As manifestações, que também tiveram lugar noutras cidades do país, foram convocadas numa altura em que o Brasil, com quase meio milhão de pessoas, é o segundo país do mundo com o maior número de infeções por covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos, e o quarto em número de mortes, com 28.834, de acordo com os últimos dados oficiais.
Sem máscara e a cavalo, Bolsonaro cumprimentou apoiantes em Brasília
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