O fundador da empresa quer "democratizar" a inteligência artificial, mas reafirma confiança na capacidade da IA melhorar o mundo.
Na madrugada desta sexta-feira a polícia de São Francisco deteve uma pessoa acusada de atirar um cocktail molotov à casa do CEO da OpenAI, Sam Altan, e de fazer ameaças em frente à sede da gigante tecnológica que desenvolveu o ChatGPT. Sam Altman escreveu que depois do ataque aproveitou a noite para refletir e que se apercebeu que pode ter cometido erros pelo caminho ao desenvolver a tecnologia que prejudicam várias pessoas, mas que acredita que a inteligência artificial pode tornar o mundo “inacreditavelmente bom”.
Sam Altman fala sobre democratizar a inteligência artificial após ataqueAP Photo/Stephen Brashear
Numa publicação no seu blog, Sam Altman começa por mencionar o texto da revista norte-americana The New Yorker que se questionava no título: "Sam Altman pode controlar o nosso futuro — será que podemos confiar nele?” para traçar um perfil do diretor da OpenAI. “Alguém disse que achava que este artigo chegava numa altura de grande ansiedade em relação à IA e que isso tornava as coisas mais perigosas para mim. Não dei importância ao assunto. Agora estou acordado a meio da noite, irritado, e a pensar que subestimei o poder das palavras e das narrativas”, escreveu para depois enunciar aquilo que acredita serem os seus feitos.
Falando em IA como "a ferramenta mais poderosa de sempre”, Altman escreve que os multimilionários que estão a desenvolver estas tecnologias devem trabalhar para a tornar democrática a todo o mundo. “O medo e a ansiedade em relação à IA são justificados; estamos a testemunhar a maior mudança na sociedade em muito tempo. Temos de garantir a segurança. Isto inclui medidas como definir políticas para ajudar a enfrentar uma transição económica difícil, a fim de alcançarmos um futuro muito melhor", acrescenta.
Após esta proposta, refere que o poder da IA não deve "estar demasiado concentrado" e que é "importante que o processo democrático continue a ser mais poderoso do que as empresas”.
Para a conclusão, afirma: "É evidente que a tecnologia nem sempre é benéfica para todos. Mas, no geral, acredito que o progresso tecnológico pode tornar o futuro incrivelmente bom, tanto para a sua família como para a minha”, pedindo no entanto que se "modere a retórica e as táticas e tentar que haja menos explosões em menos lares, tanto em sentido figurado como literal”.
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