Reino Unido regista mais 737 mortes por covid-19 e ultrapassa as 10.600

Lusa 12 de abril de 2020
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Número de pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus aumentou para 84.279 casos positivos, mais 5.288 do que no dia anterior. 

O Reino Unido registou mais 737 mortes de pessoas infetadas nas últimas 24 horas, elevando para 10.612 o total de óbitos durante a pandemia covid-19, comunicou hoje o Ministério da Saúde britânico.

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londres reino unido coronavirus EPA/WILL OLIVER

Na atualização dos dados feita hoje, o número de pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus aumentou para 84.279 casos positivos, mais 5.288 do que no dia anterior. 

No sábado, o balanço diário tinha registado um aumento de 917 mortes e mais 5.234 novas infeções relativamente ao dia anterior.

Na sexta-feira, o balanço diário das autoridades britânicas registou 980 óbitos de pacientes com covid-19, o maior aumento número de mortes num só dia na Europa, superando os recordes de Itália (919) e Espanha (950). 

Os números das mortes referem-se a pacientes diagnosticados com covid-19 que morreram no hospital até às 17:00 horas da véspera e são compilados a partir de dados das direções regionais de Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. 

O número de pessoas infetadas é contabilizado de forma diferente e inclui os diagnósticos feitos até às 9:00 horas de hoje. 

Estas estatísticas não incluem mortes fora do hospital, como aquelas registadas em lares de idosos, e algumas podem não ser incluídas no balanço diário devido a atrasos no registo dos óbitos, refere o ministério da Saúde. 

Os dados foram publicados horas depois de ser anunciado que o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, recebeu alta do hospital onde estava internado há uma semana devido a um agravamento do estado de saúde após contágio com covid-19.

Boris Johnson estava internado no hospital de St. Thomas, em Londres desde 05 de abril, inicialmente "por precaução" para fazer testes devido a sintomas persistentes da doença. 

Um agravamento do estado de saúde levou à passagem para uma unidade de cuidados intensivos na segunda-feira, onde passou três noites, encontrando-se desde quinta-feira numa enfermaria normal.

"A conselho da sua equipa médica, o primeiro-ministro não vai regressar imediatamente ao trabalho", disse hoje um porta-voz, acrescentando que Boris Johnson agradece "a todos em St Thomas 'pelo excelente tratamento que recebeu".

Num depoimento tornado público no sábado à noite, Boris Johnson, declarou a propósito dos profissionais de saúde que o trataram: "Não posso agradecer-lhes o suficiente. Devo-lhes a minha vida".

Boris Johnson, de 55 anos, foi o primeiro líder mundial a ser diagnosticado com a doença, a 26 de março, inicialmente com sintomas ligeiros de tosse e febre, o que o levou a continuar a trabalhar durante o período de isolamento. 

Chegou a receber oxigénio, mas, segundo os seus assessores, não necessitou de apoio respiratório por ventilador. 

A ministra do Interior, Priti Patel, disse no sábado que "é vital que o primeiro-ministro fique bom" e que "ele precisa de tempo e espaço para descansar, restabelecer-se e recuperar".

Quando foi internado nos cuidados intensivos, o primeiro-ministro designou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Dominic Raab, enquanto ministro de Estado, para o substituir na chefia do governo enquanto estivesse ausente. 

O Reino Unido encontra-se em regime de confinamento desde 23 de março para tentar travar a propagação da pandemia covid-19, que já matou 9.875 pessoas no país, de acordo com o balanço de sábado, mais 917 do que no dia anterior.

O governo britânico é acusado de ter reagido demasiado tarde no combate à pandemia, demorando a proibir eventos de grande dimensão ou a encerrar escolas. 

Nas últimas semanas foi criticado pela falta de capacidade para fazer de testes de diagnóstico à doença, atualmente limitados a menos de 20.000 por dia, e pela falta de equipamento de proteção individual para os profissionais de saúde, dos quais 19 já morreram. BM 

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