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Primeiro-ministro britânico pressiona tecnológicas a proteger crianças de imagens explícitas

O Governo britânico tem estado sob pressão para restringir o acesso dos menores de 16 anos às redes sociais, nomeadamente mediante alterações a legislação propostas pela Câmara dos Lordes.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, ameaçou esta segunda-feira forçar as plataformas tecnológicas a bloquear o envio e receção de imagens sexualmente explícitas por crianças se as empresas não introduzirem essas medidas.

Primeiro-ministro britânico pressiona tecnológicas a proteger crianças de imagens explícitas
Primeiro-ministro britânico pressiona tecnológicas a proteger crianças de imagens explícitas Isabel Infantes/Pool Photo via AP

"Hoje, apelo às empresas tecnológicas que operam neste país para introduzirem controlos nos dispositivos que impeçam as crianças de enviar e receber imagens sexualmente explícitas", afirmou, durante um discurso durante a Semana da Tecnologia de Londres.

Starmer entende que "este não é um desafio impossível".

"Estas são algumas das empresas mais inovadoras do mundo, e acredito que elas conseguem resolver isto. Mas se optarem por não o fazer, então agiremos e alteraremos a lei", acrescentou.

O primeiro-ministro argumentou que "a tecnologia deve adaptar-se às necessidades da sociedade, e não o contrário".

"Se queremos realmente aproveitar as oportunidades que a tecnologia pode oferecer, temos também de nos empenhar em proteger as nossas crianças daqueles que procuram abusar dela", salientou.

O Governo britânico tem estado sob pressão para restringir o acesso dos menores de 16 anos às redes sociais, nomeadamente mediante alterações a legislação propostas pela Câmara dos Lordes.

O governo não apoiava esta alteração, afirmando querer aguardar a conclusão da consulta pública em curso.

Em abril, durante uma reunião com dirigentes das principais plataformas, incluindo a Meta, TikTok, X, Google, proprietária do YouTube, e Snap (Snapchat), Starmer deu a entender que poderá restringir o acesso dos menores às redes sociais devido aos riscos para a sua segurança.

"Esta situação não pode continuar, é preciso que as coisas mudem, pois, atualmente, as redes sociais colocam os nossos filhos em perigo", afirmou Keir Starmer.

A consulta lançada pelo governo analisa a possibilidade de uma proibição semelhante à adotada pela Austrália em dezembro passado, bem como de funcionalidades que criam dependência, como o 'scrolling', ou seja, a navegação contínua por conteúdos.

Personalidades britânicas, incluindo o ator Hugh Grant, exortaram o governo a apoiar uma proibição, afirmando que os pais não podem, por si só, combater os perigos das redes sociais.

Alguns especialistas consideram, no entanto, que estas restrições podem ser facilmente contornadas e defendem que as plataformas controlem mais os seus conteúdos.

Uma recente lei britânica sobre segurança 'online' (Online Safety Act) introduziu medidas para proteger os menores de conteúdos prejudiciais.

Para aceder a esses conteúdos, os utilizadores têm de comprovar a sua idade, a partir de julho de 2025, por métodos seguros (reconhecimento facial, verificação de identidade, etc.).

Para além da Austrália, outros países estão a tomar ou anunciaram medidas para restringir o acesso dos jovens às redes sociais, como França e Grécia e a Comissão Europeia está a analisar formas de para coordenar a ação nestas matérias.

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