Primeira-ministra dinamarquesa quer consolidar o crescente apoio ao seu partido.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, anunciou esta quinta-feira a convocação de eleições antecipadas. “Recomendei ao rei Frederik que as eleições sejam realizadas a 24 de março”, disse Frederiksen aos parlamentares durante uma sessão plenária no parlamento.
Mette Frederiksen discursa após anúncio de eleições antecipadas na DinamarcaThomas Traasdahl/Ritzau Scanpix via AP
Segundo o site Politico, esta decisão prende-se com o aumento do apoio que o seu Partido Social-Democrata tem vindo a receber no decorrer das ameaças que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem vindo a fazer e que visa a anexação da Gronelândia (território autónomo da Dinamarca). “Apesar de haver agora uma campanha eleitoral na Dinamarca, o mundo lá fora não está à espera”, reiterou. “Como todos sabem, o conflito sobre a Gronelândia ainda não terminou. O governo, é claro, continuará a zelar pelos interesses da Dinamarca.”
Em declarações à DR, esta quinta-feira, Frederiksen considerou que convocar agora eleições antecipadas foi uma decisão responsável. "Poderíamos dizer o seguinte: Trump não deveria decidir sobre a Gronelândia, e também não deveria decidir quando haverá eleições na Dinamarca."
A primeira-ministra não esclareceu, contudo, se iria permanecer como líder dos sociais-democratas caso perdesse estas eleições. Admitiu apenas: "Não tenho planos para ficar aqui por muitos anos. Simplesmente não tenho."
O Partido Social-Democrata sofreu uma derrota nas eleições municipais de dezembro mas viram a sua popularidade a aumentar graças à defesa apaixonada da soberania dinamarquesa por parte de Frederiksen.
Segundo as mais recentes sondagens citadas pelo Politico, o partido da atual primeira-ministra arrecada 22% das intenções de votos, quase o dobro da projetada para o seu principal adversário - o Partido Verde-Esquerda.
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