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Gustavo Petro diz que falou com Donald Trump ao telefone e conseguiu convencer o líder norte-americano a "congelar" o ataque.
O presidente da Colômbia, que já foi apelidado por Donald Trump de "traficante", admitiu numa entrevista ao 'El País' que temeu sofrer o mesmo destino de Nicolás Maduro na Venezuela. Gustavo Petro, contou que falou recentemente com o líder norte-americano ao telefone e que essa conversa terá "congelado" o ataque a Bogotá.
Gustavo Petro, presidente da ColômbiaEPA
"Nicolás Maduro ou qualquer presidente do mundo pode ser capturado se não concordar com certos interesses", explicou Petro ao jornal espanhol, acrescentando que não reforçou a sua segurança pessoal. "Aqui [na Colômbia] nem há defesa antiaérea. Nunca se comprou porque a luta é interna. A guerrilha não possui aviões de combate F16 e o exército não tem esse tipo de equipamentos."
Petro não precisou que os serviços secretos da Colômbia o informassem da existência de um plano de ataque por parte dos Estados Unidos. "Trump dizia-o há meses", admitiu, reconhecendo que a ameaça do líder norte-americano está, por enquanto, "congelada". "Não sabemos que ação militar estava planeada, apenas que havia uma em curso. Trump disse-me ao telefone que estava a pensar fazer coisas más na Colômbia. A mensagem era que estavam a planear uma ação militar."
"Amigo" de Delcy Rodríguez, que assumiu a presidência da Venezuela na ausência de Nicolás Maduro, Gustavo Petro está preocupado com o que se passa no país vizinho. "Acusaram-na de ser uma traidora. É preciso fortalecer a unidade latino-americana, mas nesta área central é preciso unir o povo da Venezuela. Se a comunidade se dividir, colonizar-se-á. Se procurarem uma política sólida para lidar com o problema evidente que têm, poderão avançar."
Gustavo Petro diz que até partilha com algumas das ideias do presidente dos Estados Unidos no que toca à Venezuela, mas avisa que este tipo de ações de Trump podem ter consequências muito sérias. "A questão central é que há um choque de visões: a lei atual [dos EUA] permite a entrada noutros países se houver atividade criminosa, como o tráfico de droga, mas o direito internacional não. Se generalizarmos, podemos chegar a uma guerra mundial. A questão não é a Venezuela, a questão é a China: os Estados Unidos temem a concorrência com a China e procuram energia para competir comercialmente, mas isso vai levar a uma guerra."
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