Petrobras não abasteceu navios iranianos para respeitar sanções dos EUA ao Irão

Lusa 19 de julho de 2019
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A empresa brasileira anunciou que não abasteceu dois navios iranianos parados perto de um porto do Estado do Paraná porque as embarcações e a empresa a que pertencem estão sob sanções dos EUA.

A estatal Petrobras anunciou esta sexta-feira que não abasteceu dois navios iranianos parados perto de um porto do Estado brasileiro do Paraná porque as embarcações e a empresa a que pertencem estão sob sanções dos Estados Unidos.

"A Petrobras não forneceu combustível à empresa exportadora, pois os navios iranianos por ela contratados e a empresa iraniana proprietária dessas embarcações encontram-se sancionados pelos Estados Unidos", lê-se num comunicado da petrolífera estatal dirigido ao mercado.

"Caso a Petrobras venha a abastecer esses navios, ficará sujeita ao risco de ser incluída na mesma lista, o que poderia ocasionar graves prejuízos à companhia", acrescentou.

A Petrobras ressaltou, ainda, que "existem outras fornecedoras de combustível no país" e que "mantém seu compromisso em atender a demanda de seus clientes, desde que observadas as normas aplicáveis e suas políticas de conformidade".

O governo norte-americano adotou uma política de sanções contra o Irão, alegando que o país asiático violou o acordo internacional firmado em julho de 2015, em Viena, com os Estados Unidos, Alemanha, China, França, Reino Unido e Rússia.

A República Islâmica tinha anunciado, no início de maio último, que iria começar gradualmente a quebrar os compromissos assumidos no acordo caso os outros signatários internacionais não alcançassem uma solução que permitisse contornar as sanções norte-americanas e as respetivas implicações na economia iraniana.

As autoridades de Teerão passaram das palavras aos atos e anunciaram, na semana passada, que estavam a produzir urânio enriquecido em pelo menos 4,5%, em resposta ao restabelecimento das sanções por parte de Washington.

O grau máximo de enriquecimento de urânio permitido pelo acordo é de 3,67%.

Teerão sempre insistiu que o seu programa nuclear tem fins pacíficos, negando qualquer tentativa de desenvolver armas nucleares.
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