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Peritos da ONU ainda não observaram sinais de explosivos na Central de Zaporíjia

Luana Augusto com Ana Bela Ferreira 05 de julho de 2023 às 19:56
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Peritos da Agência Internacional de Energia Atómica pedem mais acesso à estrutura para terem a certeza da sua segurança.

Especialistas da agência nuclear da ONU têm inspecionado "partes das instalações" da Central Nuclear de Zaporíjia, na Ucrânia, e têm efetuado também "rondas regulares" pelo local, segundo umcomunicadoavançado pela organização, nesta quarta-feira.

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) revelou hoje que até agora não observou "quaisquer indícios visíveis de minas ou de explosivos".

Rússia e Ucrânia voltaram a acusar-se mutuamente, na terç-afeira, de planearem um ataque à maior central nuclear da Europa e de derrubarem repetidamente cabos elétricos, essenciais para arrefecer os seis reatores da central e evitar um colapso nuclear.

Os peritos já solicitaram um "acesso suplementar, necessário para confirmar a ausência de minas ou explosivos" e acrescentaram que seria essencial conseguirem aceder "aos telhados das unidades de reatores 3 e 4, bem como a partes dos pavilhões das turbinas e a algumas partes do sistema de arrefecimento da central".

No comunicado, a AIEA, que foi estabelecida como uma organização autónoma da ONU, não esclarece por que razões pretendem aceder aos telhados dos dois redatores. Aquilo que dizem é que "com o aumento da tensão e das atividades militares, na região onde se situa esta importante central nuclear", que os "peritos devem poder verificar os factos no terreno".

O Ministério da Defesa britânico já veio prenunciar-se e afirmou que, em março, as imagens de satélite mostravam que a Rússia tinha montado "posições de combate com sacos de areia, nos telhados de vários dos seis edifícios dos reatores" da central.

A AIEA tem alertado repetidamente para a possibilidade de catástrofes decorrentes de confrontos militares nas proximidades e, no comunicado, afirmou que têm conhecimento de relatos que garantem que foram colocadas minas e outros explosivos dentro e à volta da central.

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