O Papa norte-americano apelou a um cessar-fogo imediato no Líbano, um país bombardeado pelo seu vizinho Israel e para onde viajou em novembro passado.
O Papa Leão XIV afirmou este domingo estar “mais próximo do que nunca” do povo libanês, defendendo ser uma “obrigação moral” proteger a população civil afetada pelo conflito e pelos bombardeamentos israelitas.
Papa Leão XIVRICCARDO ANTIMIANI
“Do amado povo libanês, estou mais próximo do que nunca nestes dias de dor, medo e esperança inabalável em Deus”, afirmou o Papa da janela do Palácio Apostólico, após a oração do “Regina Caeli”, que substitui o Angelus no período pascal.
Para o pontífice, “o princípio da humanidade inscrito na consciência de cada pessoa e reconhecido pelas leis internacionais implica a obrigação moral de proteger a população civil dos efeitos atrozes da guerra".
O Papa norte-americano apelou a um cessar-fogo imediato no Líbano, um país bombardeado pelo seu vizinho Israel e para onde viajou em novembro passado.
"Apelo às partes em conflito para que cessem fogo e procurem urgentemente uma solução pacífica", pediu Leão XIV.
Na véspera, o Papa tinha convocado uma vigília de oração pela paz na Basílica de São Pedro, no Vaticano, e hoje reiterou os apelos para pôr fim à guerra em diferentes partes do mundo, nomeadamente na Ucrânia, no Sudão e no Líbano.
Em primeiro lugar, recordou o "amado povo ucraniano", ao felicitar as igrejas orientais que celebram a Páscoa este fim de semana e apelou à comunidade internacional para que “não diminua a atenção para o drama desta guerra”.
“Que a luz de Cristo console os corações aflitos e reforce a esperança de paz”, declarou, a respeito da Ucrânia.
Por fim, o Papa recordou que na segunda-feira se completam três anos do “sangrento” conflito no Sudão.
“Quanto sofre o povo sudanês, vítima inocente deste drama desumano. Renovo o meu apelo às partes beligerantes para que silenciem as armas e iniciem, sem condições prévias, um diálogo sincero para pôr fim, o mais rapidamente possível, a esta guerra fratricida”, instou.
Estima-se que cerca de 400.000 pessoas tenham morrido na guerra entre o exército sudanês e as forças paramilitares das Forças de Apoio Rápido (FAR), segundo especialistas como o ex-enviado especial dos Estados Unidos para o Sudão, Tom Perriello.
De acordo com o ACNUR, a agência da ONU para os refugiados, um em cada quatro sudaneses continua deslocado devido ao conflito.
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