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Deputado do Hezbollah repudia negociações diretas do Líbano com Israel

Na quinta-feira, o Líbano manifestou a intenção de obter um cessar-fogo antes do início de qualquer negociação.

O deputado do Hezbollah Hassan Fadlallah reafirmou este sábado a recusa do movimento libanês pró-iraniano de negociações diretas entre o Líbano e Israel, previstas para a próxima semana.

Destroços após um ataque aéreo israelita em Beirute
Destroços após um ataque aéreo israelita em Beirute AP/Emilio Morenatti

A Presidência libanesa anunciou a realização de um encontro, na próxima semana, em Washington, entre representantes do Líbano e Israel.

Para o deputado libanês, estas negociações constituem “uma violação flagrante do pacto (nacional), da Constituição e das leis libanesas”.

“Exacerbam as divisões internas num momento em que o Líbano precisa, mais do que nunca, de solidariedade e unidade interna para fazer face à agressão israelita”, declarou o deputado, num comunicado.

Noutro comunicado, o embaixador israelita nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, afirmou na sexta-feira que Israel recusa discutir qualquer cessar-fogo com o movimento pró-iraniano Hezbollah durante as negociações com o Líbano.

Leiter vincou, na sequência de uma reunião com o homólogo libanês para organizar as conversações em Washington, que "recusa discutir um cessar-fogo com a organização terrorista Hezbollah".

A reunião agendada para terça-feira visa estabelecer "uma trégua e uma data para o início das negociações entre Líbano e Israel sob orientação dos Estados Unidos", segundo o comunicado emitido hoje pelo gabinete da Presidência do Líbano.

A confirmação do encontro surge depois de o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter anunciado, na quinta-feira, o início de negociações diretas com o Governo libanês destinadas a desarmar o grupo xiita Hezbollah e estabelecer "relações pacíficas" entre os dois países.

Também na quinta-feira, o Líbano manifestou a intenção de obter um cessar-fogo antes do início de qualquer negociação, segundo uma declaração prestada por um elemento do Governo à agência France Presse (AFP).

Estados Unidos e o Irão acordaram um cessar-fogo para abrir espaço a negociações sobre o conflito que atinge a região do Golfo desde 28 de fevereiro, mas Washington e Telavive argumentaram que o cessar-fogo não se aplica ao Líbano, apesar de o Paquistão, país mediador, ter inicialmente indicado o contrário. 

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