Presidente dos EUA vai reunir-se hoje com Mark Rutte, secretário-geral da NATO, em Davos na Suíça, para discutir a questão da Gronelândia.
É através da rede social Truth Social que Donald Trump partilha imagens geradas por Inteligência Artificial (IA), dele e outros oficiais norte-americanos a colocar uma bandeira dos Estados Unidos na Gronelândia, a simbolizar a aquisição da ilha. Desde a invasão das tropas norte-americanas à Venezuela para a captura de Nicolás Maduro que Trump tem vindo a intensificar as suas ameaças ao território autónomo que integra o reino da Dinamarca, país da NATO.
Imagem gerada por Inteligência Artificial de Trump, JD Vance e Marco Rubio colocar uma bandeira dos Estados Unidos na "Gronelândia"Truth Social/@realDonaldTrump
Recentemente o presidente, que celebra hoje um ano desde que tomou posse depois de ter sido eleito para um segundo mandato, partilhou mensagens com líderes mundiais a questionar o seu papel na Gronelândia e a tentar encontrar forma de negociar e apaziguar as suas ameaças.
“O que alcançaste na Síria foi incrível, em Davos [cidade na Suíça que vai receber o Fórum Económico Mundial] vou destacar o teu trabalho lá, em Gaza e na Ucrânia. Estou empenhado para encontrar uma solução para a questão da Gronelândia”, afirma Mark Rutte, o secretário-geral da NATO, que já viu uma mão cheia de aliados da Dinamarca, e países integrantes da organização, a enviarem as suas tropas para a Gronelândia para reforçar a presença militar na ilha.
Já o presidente de França, Emmanuel Macron, declara que ambos estão “alinhados” na Síria e que irão fazer “grandes coisas” no Irão, mas questiona o envolvimento de Trump na ilha do Ártico. “Não entendo o que estás a fazer na Gronelândia”, atira, propondo uma reunião com o G7 em Paris após a sua reunião em Davos com “os ucranianos, os dinamarqueses, os sírios e os russos”.
Mais tarde o presidente norte-americano anunciou ter aceite uma reunião com Rutte em Davos e deixou claro que “a Gronelândia é imprescindível para a segurança nacional [dos EUA] e mundial”, declarando que “não há como voltar atrás”, não recuando nas suas ameaças. “Os Estados Unidos da América são o país mais poderoso do planeta, somos a única potência capaz de garantir paz no mundo e isso só se faz com FORÇA”, concluiu.
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