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Dinamarca reforça contingente militar na Gronelândia e abdica de ir a Davos

Negócios 17:19
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Com as tensões entre Copenhaga e Washington a escalarem, o governo dinamarquês enviou esta segunda-feira mais uma centena de militares para a Gronelândia. Os representantes do país nórdico cancelaram também a presença no Forum Económico Mundial, em Davos.

A Dinamarca enviou esta segunda-feira mais uma centena de militares para a Gronelândia, numa altura em que o Presidente dos EUA, Donald Trump, insiste em assumir o controlo da região. Além dos 100 militares que já se encontravam na capital da Gronelândia, Nuuk, foram destacados hoje mais cerca de uma centena de militares dinamarqueses para Kangerlussuaq.

Militares dinamarqueses reforçam contingente na Gronelândia após tensões com Washington
Militares dinamarqueses reforçam contingente na Gronelândia após tensões com Washington Mads Claus Rasmussen/Ritzau Scanpix via AP

O envio do reforço militar foi confirmada pelas Forças Armadas da Dinamarca à estação televisiva dinamarquesa TV 2.

Os soldados destacados para a Gronelândia deverão participar no exercício "Arctic Endurance", que foi acelerado e intensificado após recentes declarações de Trump, em que admitia o uso de força militar para assumir o controlo do território.

A organização do Forum Económico Mundial, em Davos, indicou à Bloomberg que "representantes do governo dinamarquês foram convidados para estar presentes, mas que o Executivo do país nórdico decidiu que não marcará presença na reunião", onde Trump é um dos convidados.

A escalada nas tensões entre Copenhaga e Washington aumentaram durante o fim de semana depois de Trump ter ameaçado aplicar tarifas em bens de oito países da NATO - Alemanha, Dinamarca, França, Finlândia, Países Baixos, Noruega, Suécia e Reino Unido - que irão participar nos exercícios militares da NATO a realizar na Gronelândia.