Moçambique: 250 portugueses mantêm-se em Cabo Delgado

Numa altura em que as forças governamentais moçambicanas já assumiram o controlo de Palma, o Ministério dos Negócios Estrangeiros refere à SÁBADO que não foi necessário "nenhum apoio a repatriamento".

Palma, em Moçambique, está de regresso ao controlo das forças de segurança moçambicanas, depois de ter sido alvo de ataques por grupos armados há duas semanas. Apesar da grave crise humanitária que se vive na região, as questões da segurança parecem agora estar a acalmar. Na região onde decorrem todos estes ataques, Cabo Delgado, vivem cerca de 250 portugueses que "até ao momento" não precisaram de "nenhum apoio a repatriamento", informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), em resposta à SÁBADO.

EPA/LUIS MIGUEL FONSECA
Os nacionais que vivem nesta região desempenham várias atividades económicas e sociais: "Da construção civil à pequena indústria e no ensino, nos serviços e em organizações internacionais", refere o mesmo gabinete governamental. 

Neste momento, as Forças de Defesa e Segurança (FDS) que tomaram o controlo de Palma no domingo, focam-se no passo seguinte que é a criação de condições para um regresso seguro da população, obrigada a fugir na sequência dos ataques de 24 de março.

O governador da província de Cabo Delgado, onde se situa Palma, Valige Tauabo, assegurou aos jornalistas que "o inimigo foi derrubado" em Palma, devendo ser garantido o regresso seguro dos deslocados.

"A nossa presença é por sabermos que as Forças de Defesa e Segurança se entregaram à causa da pátria. O trabalho que foi feito fez com que o inimigo fosse derrubado", declarou aos jornalistas, em Palma.

A violência desencadeada há mais de três anos na província de Cabo Delgado ganhou uma nova escalada há pouco mais de uma semana, quando grupos armados atacaram pela primeira vez a vila de Palma, que está a cerca de seis quilómetros dos multimilionários projetos de gás natural.

Os ataques provocaram dezenas de mortos e obrigaram à fuga de milhares de residentes de Palma, agravando uma crise humanitária que atinge cerca de 700 mil pessoas na província, desde o início do conflito, de acordo com dados das Nações Unidas.

Com Lusa
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