Wes Streeting diz ter pedido "a confiança" no primeiro-ministro e aponta que Keir Starmer não irá liderar mais o Partido Trabalhista a partir das próximas eleições.
O ministro da Saúde do Reino Unido, Wes Streeting, demitiu-se esta quinta-feira do cargo.
Ministro da Saúde britânico, Wes Streeting, demite-seFoto de Toby Melville/Pool via AP
Na carta de demissão apresentada, e citada pela BBC, Streeting afirmou que "perdeu a confiança" na liderança do primeiro-ministro Keir Starmer e que, por isso, seria "desonroso e sem princípios" permanecer no cargo.
O ministro demissionário criticou ainda os resultados das eleições da semana passada, acrescentando que os progressistas no Reino Unido estão "a perder cada vez mais a fé" no Partido Trabalhista. Mencionou até as razões que levaram à "impopularidade" do atual governo, nomeadamente a decisão de cortar o subsídio de combustível de inverno e o discurso sobre a "ilha de estranhos", proferido por Starmer em maio de 2025, que foi usado para descrever o risco que o país corre caso não sejam endurecidas as regras de imigração.
Wes Streeting disse ainda que ficou claro que Starmer não irá liderar o Partido Trabalhista a partir das próximas eleições gerais.
Sobre o cargo que ocupou, enquanto ministro da Saúde, considerou que foi "a maior alegria da minha vida" e afirmou que o serviço nacional de saúde do Reino Unido está "a caminho da recuperação", mas que "ainda há muito a ser feito".
Esta demissão ocorre a meio de especulações de que Streeting poderia estar a ponderar candidatar-se à liderança do Partido Trabalhista. Na carta, o ministro demissionário não mencionou, contudo, essa hipótese. Para isso, precisaria do apoio de 81 deputados.
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