Sábado – Pense por si

Escolha a Sábado como "Fonte Preferida"

Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.

Adicionar fonte

Ministro da Defesa israelita quer plano para retirar palestinianos de Gaza

Lusa 06 de fevereiro de 2025 às 08:33
As mais lidas

Até ao momento, os únicos pormenores que surgiram sobre o plano indicam que Israel admite proporcionar várias opções de saída aos habitantes de Gaza, incluindo travessias terrestres, mas também por mar e ar através de "acordos especiais".

O ministro da Defesa israelita ordenou ao Exército a preparação de um plano para permitir que os civis deixem a Faixa de Gaza, depois do presidente dos Estados Unidos ter defendido o controlo do enclave, expulsando a população.

"O povo de Gaza deve poder usufruir de liberdade de movimento e de imigração, como é habitual em todo o mundo", afirmou o gabinete de Katz através de um comunicado.

Até ao momento, os únicos pormenores que surgiram sobre o plano indicam que Israel admite proporcionar várias opções de saída aos habitantes de Gaza, incluindo travessias terrestres, mas também por mar e ar através de "acordos especiais".

No memorando, Katz refere ainda que está a trabalhar numa outra proposta e "que vai levar muitos anos a concluir" para a reconstrução "de uma Gaza desmilitarizada, livre de ameaças na era pós-Hamas".

"O Hamas utilizou os habitantes de Gaza como escudos humanos e construiu infra estruturas terroristas no coração das povoações, e agora mantém reféns, extorquindo-lhes dinheiro através da utilização de ajuda humanitária e impedindo-os de sair de Gaza", afirmou.

O ministro israelita afirmou que se países como a Espanha, a Irlanda e a Noruega se recusarem a acolher palestinianos, "a hipocrisia vai ficar exposta" depois de "terem feito falsas acusações contra Israel" desde o início da invasão israelita da Faixa de Gaza.

"Países como o Canadá têm um programa de imigração estruturado e já manifestaram anteriormente vontade de acolher residentes de Gaza", acrescentou.

Donald Trump propôs na terça-feira, em conferência de imprensa em Washington com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, "assumir o controlo" da Faixa de Gaza e reconstruí-la, transformando-a na nova Riviera do Médio Oriente, depois de realojar definitivamente nos países vizinhos os palestinianos, que já rejeitaram esta ideia.

O Presidente norte-americano disse ainda que os residentes da Faixa de Gaza "ficariam felizes" por sair se tivessem a oportunidade de o fazer num "lugar agradável com fronteiras agradáveis".

O primeiro-ministro israelita considerou a ideia de Trump "extraordinária" e uma boa ideia, numa entrevista à estação de televisão norte-americana Fox.

"O que há de errado em permitir que os habitantes de Gaza que queiram partir possam partir? Eles podem sair, podem voltar mais tarde, mas é preciso reconstruir Gaza", disse Netanyahu.

Além da total rejeição da proposta por parte da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP) e de grande parte da comunidade internacional, o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, recordou na quarta-feira que "qualquer deportação ou transferência forçada de pessoas de um território ocupado é estritamente proibida".

REUTERS/David 'Dee' Delgado
Artigos Relacionados