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Lula discutiu com Costa e von der Leyen restrições da UE a produtos brasileiros

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O encontro à margem do G7 centrou-se nas recentes medidas de restrição adotadas pela União Europeia sobre produtos brasileiros.

O Presidente do Brasil, Lula da Silva, abordou esta terça-feira, com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, as restrições adotadas pela União Europeia sobre produtos brasileiros, segundo a Presidência.

António Costa, Lula da Silva e Ursula von der Leyen encontraram-se à margem do G7
António Costa, Lula da Silva e Ursula von der Leyen encontraram-se à margem do G7 Vadim Ghirda/AP

O encontro, que decorreu à margem da cimeira do G7, em Évian, França, centrou-se na agenda bilateral e nas recentes medidas de restrição adotadas pela União Europeia sobre produtos brasileiros, adiantou o Governo brasileiro.

Durante a reunião, foi acordada a criação de um mecanismo bilateral entre o Ministério das Relações Exteriores do Brasil e funcionários da Comissão Europeia, segundo um comunicado da Presidência.

O objetivo é identificar dificuldades relacionadas tanto com os produtos de origem animal como com os produtos siderúrgicos afetados pelas restrições.

Conforme a nota oficial do Palácio do Planalto, as partes "comprometeram-se a procurar soluções que contemplem as preocupações europeias de natureza sanitária, fitossanitária e de proteção da indústria do aço".

Ao mesmo tempo, o entendimento prevê considerar os interesses exportadores brasileiros, tendo como referência o acordo entre o Mercosul e a União Europeia.

O encontro ocorreu paralelamente à participação de Lula nas reuniões do G7 (grupo das maiores economias do mundo), para as quais o Brasil foi convidado, e integra uma série de contactos bilaterais mantidos pelo Presidente brasileiro com líderes internacionais durante a cimeira.

No dia 6 de junho, a UE oficializou o veto à carne brasileira a partir do dia 03 de setembro por entender que o país não cumpre as regras do bloco europeu contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária.

Até então, o Brasil aparecia como autorizado a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixe e mel.

Em declaração à Lusa na última quinta-feira, o vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, afirmou que o Brasil pretende apresentar até setembro todas as informações necessárias para voltar à lista de países autorizados a exportar carne para a UE.

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