Várias sondagens mostram Harris à frente entre os potenciais candidatos às primárias democratas, nomeadamente do governador da Califórnia, Gavin Newsom.
A ex-vice-presidente norte-americana Kamala Harris reativou esta sexta-feira uma das contas na rede social X da campanha democrata de 2024 à presidência, suscitando imediatas críticas da Casa Branca.
Kamala HarrisAP Photo/Stephen B. Morton
"Estou muito entusiasmada com isto", afirma Harris num breve vídeo de apresentação da conta, agora chamada @headquarters_67, que estava inativa desde 05 de novembro de 2024, data da eleição presidencial ganha pelo republicano Donald Trump.
O objetivo da reativação, segundo Harris, é fornecer informação aos jovens norte-americanos e dar destaque a autoridades eleitas e figuras da sociedade civil.
"Mantenham-se empenhados", concluiu a ex-senadora californiana, considerada uma das potenciais candidatas à presidência em 2028.
Várias sondagens mostram Harris à frente entre os potenciais candidatos às primárias democratas, nomeadamente do governador da Califórnia, Gavin Newsom.
A equipa de Donald Trump atacou de imediato este regresso nas redes sociais.
"Colocar Kamala na linha da frente é exatamente o que os democratas precisam", ironizou a secretária de imprensa da Casa Branca, Abigail Jackson, também no X.
Outras contas associadas ao Presidente reagiram com provocações.
Kamala Harris tem percorrido o país nos últimos meses para promover o seu livro, "107 Dias", que corresponde à duração da sua campanha lançada apressadamente após a desistência de Joe Biden, a 21 de julho de 2024.
Na obra, lançada em setembro do ano passado, Harris afirma ter sido "imprudente" os democratas deixarem ao "cansado" Biden a decisão de recandidatura em 2024 e denunciou a equipa do ex-presidente por rebaixá-la.
O ex-presidente viria a desistir da corrida em julho de 2024, após um desempenho desastroso no debate com Trump, após o qual a então vice-presidente assumiu a candidatura democrata.
No excerto do livro, Harris continua a defender a capacidade de Biden para desempenhar o cargo, mas descreve-o em 2024, e sobretudo na altura do "desastre no debate", como "cansado".
A ex-vice-presidente também culpa pessoas próximas de Biden pela cobertura mediática desfavorável de que foi alvo durante todo o período em que desempenhou funções.
"De facto, parecia que decidiam que eu deveria ser um pouco mais rebaixada", afirma no seu livro.
O prolongamento por Harris da digressão promocional do livro este ano foi interpretado por vários analistas como um prelúdio para outra tentativa de conquistar a Casa Branca.
Harris tem criticado Trump em diversas ocasiões, mais recentemente depois da intervenção militar na Venezuela, que considerou "ilegal e imprudente"
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