Japão: Revelados militares que faziam experiências com chineses

Diogo Camilo com Leonor Riso 17 de abril de 2018

Os arquivos japoneses revelam que os prisioneiros da Unidade 731 eram dissecados sem anestesia e que lhes eram retirados os membros e órgãos.

O Japão desvendou os nomes dos milhares de membros da Unidade 731, o conjunto do exército imperial japonês conhecido por conduzir experiências em cidadãos chineses nos anos 30 e 40 do século passado, de maneira a desenvolver armas químicas e biológicas.

De acordo com relatos históricos, os prisioneiros eram sujeitos a vivissecção – dissecação do corpo enquanto a pessoa estava viva, sem anestesia – depois de serem deliberadamente infectados com doenças como o tifo ou a cólera. Alguns tiveram, inclusive, membros amputados ou órgãos removidos.

83 anos depois da criação do projecto, os arquivos nacionais nipónicos partilharam a identificação dos 3607 soldados a pedido do professor da Universidade de Ciência Médica de Shiga, Katsuo Nishiyama, numa acção que poderá reacender o debate público sobre as atrocidades cometidas por japoneses quando o país ocupou a China antes e durante a Segunda Guerra Mundial.

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