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Irão: Exército norte-americano anuncia nova vaga de ataques

Os novos ataques surgem após um apelo de Guterres para que não haja uma escalada no conflito com o Irão.

O exército norte-americano anunciou este domingo que lançou uma nova vaga de ataques contra o Irão, com o objetivo de impedir Teerão de atacar navios no estreito de Ormuz.

Donald Trump ordenou os ataques
Donald Trump ordenou os ataques Alex Brandon/AP

Os ataques foram retomados às 17:00 de Washington (22:00 em Lisboa), segundo uma mensagem publicada na rede social X pelo Comando dos Estados Unidos para o Médio Oriente (Centcom).

O objetivo é impedir Teerão de “atacar tripulações civis e navios comerciais” no estreito. O Presidente norte-americano, Donald Trump “ordenou estes ataques para que as forças iranianas sejam responsabilizadas”, acrescentou o exército.

O anúncio surge depois de o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, ter apelado este domingo aos Estados Unidos e ao Irão para exercerem "a máxima contenção" e retomarem urgentemente as negociações, perante a escalada militar no Golfo. "O secretário-geral está profundamente preocupado com a forte escalada e a retoma dos confrontos militares no Golfo", afirmou o porta-voz, Stéphane Dujarric, em comunicado.

Em reação às declarações, o Governo iraniano contestou as referências “confrontos militares”, defendendo que a sua intervenção na região contra alvos militares constitui “legítima defesa”.

“Esta situação não é um confronto militar, mas sim a continuação de uma flagrante agressão militar dos Estados Unidos e do regime sionista contra o Irão, iniciada a 28 de fevereiro”, contrapôs o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano.

Esmail Baqaei sublinhou ainda que “o Irão não atacou qualquer país”, argumentando que “o Irão atingiu bases militares e meios norte-americanos localizados na parte sul do Golfo Pérsico”, no exercício do seu “direito inerente à legítima defesa, consagrado no direito internacional”.

O responsável iraniano criticou também o porta-voz do secretário-geral das Nações Unidas por utilizar o termo “Golfo” para se referir ao Golfo Pérsico, designação recomendada pelas Nações Unidas desde 1994.

Tanto os países árabes banhados pelo Golfo Pérsico como os Estados Unidos utilizam frequentemente a designação «Golfo» para se referirem ao Golfo Pérsico, evitando a referência ao caráter persa associado ao nome tradicional da região.