O porta-voz do secretário-geral das Nações Unidas afirmou, em comunicado, que Guterres está preocupado com o escalar de tensões entre os Estados Unidos e o Irão.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou este domingo aos Estados Unidos e ao Irão para exercerem “a máxima contenção” e retomarem urgentemente as negociações, perante a escalada militar no Golfo.
António Guterres pede contenção no conflito do Médio OrienteSALVATORE DI NOLFI/LUSA_EPA
“O secretário-geral está profundamente preocupado com a forte escalada e a retoma dos confrontos militares no Golfo”, afirmou o porta-voz, Stéphane Dujarric, em comunicado.
A mesma fonte acrescenta que António Guterres “apela a todas as partes para que exerçam a máxima contenção” e “retomem urgentemente as negociações”.
O apelo surge numa altura em que os meios de comunicação iranianos noticiam novos ataques contra alvos militares na ilha iraniana de Qeshm, perto do Estreito de Ormuz, que terão causado um morto e dois feridos.
“Após o ataque do inimigo a Farur, em Bandar Lengeh, um funcionário da empresa nacional de telecomunicações morreu no exercício das suas funções e dois dos seus colegas ficaram feridos”, indicou a agência de notícias iraniana Irna, citada pela France-Presse, que refere como fonte o governador da ilha.
Não houve qualquer comentário imediato por parte das forças armadas dos EUA, que no início deste domingo afirmaram ter atacado cerca de 140 alvos no Irão, em resposta ao mais recente ataque iraniano a um navio comercial no Estreito, acrescenta a agência norte-americana de notícias Associated Press (AP).
A notícia de um morto e dois feridos surge depois de os Estados Unidos terem atacado o Irão nesta madrugada, em resposta a um ataque iraniano a um navio porta-contentores no Estreito de Ormuz, que provocou um incêndio e deixou um membro da tripulação desaparecido.
O Irão respondeu com ataques a países do Médio Oriente, incluindo o Bahrein, o Kuwait, o Qatar, a Jordânia e Omã - a nação do outro lado do estreito que Teerão tem pressionado a participar na gestão do tráfego na zona.
O estreito de Ormuz, uma rota fundamental para o abastecimento global de petróleo e gás natural e há muito considerado uma via navegável internacional, tornou-se o principal ponto de discórdia nas negociações, que parecem estar em risco de colapso.
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.