Fontes garantem que esta ideia já estava a ser pensada há meses e que em nada se relaciona com as crescentes tensões que se têm gerado em torno da Gronelândia.
Enquanto Donald Trump discursava no Fórum Económico Mundial em Davos, Suíça, à procura de um acordo sobre a Gronelândia, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos informava os aliados europeus da retirada iminente de cerca de 200 militares americanos dos Centros de Excelência da NATO - que visam treinar as forças da aliança atlântica em elementos chaves da guerra, como o combate naval. A notícia é avançada esta quinta-feira pelo jornal Washington Post, que cita fontes a par deste assunto, e que falaram sob a condição de anonimato sobre os planos do governo americano.
Trump discursa no Fórum Económico Mundial em Davos, 2026Foto AP/Evan Vucci
Embora o pessoal a ser retirado represente uma pequena parcela das tropas que os EUA mantêm na aliança, alguns atuais e antigos oficiais, citados pelo Washington Post, já afirmaram que esta retirada americana poderá ter um impacto desproporcional na aliança, resultando numa redução de uma valiosa experiência militar. “Temos muita mais experiência operacional do que algum do nosso pessoal que contribui para esses centros. Haveria uma certa fuga de cérebros com a retirada do pessoal americano”, considerou Lauren Speranza, uma alta funcionária do Pentágono, durante o governo de Joe Biden.
Ao que tudo indica, esta medida já havia sido pensada há meses e, segundo uma das fontes, em nada se relaciona com as crescentes ameaças do presidente dos EUA de anexar a Gronelândia. Apesar de o Pentágono não pretender substituir o pessoal à medida que os contratos foram terminando, sabe-se, segundo as fontes, que as tropas não serão retiradas de uma única vez - o que sugere que o processo pode levar anos - e que a participação dos EUA nesses centros não terminará por completo.
Há muito que Trump deseja apoderar-se deste território autónomo dinamarquês, contudo, as suas declarações têm gerado condenação por parte de alguns líderes europeus e de muitos parlamentares no Congresso americano, que temem que o presidente esteja a correr o risco de causar danos irreparáveis e desnecessários à NATO. Além deste desejo, Trump tem também exigido mais da aliança: sob pressão do presidente norte-americano, a NATO concordou, no verão passado, em aumentar os seus gastos com a defesa para 5% do PIB nos próximos dez anos - pedido este que não agradou, por exemplo Espanha.
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