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EUA admitem sistema de defesa nos países bálticos

10 de maio de 2017 às 16:46
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A mobilização, caso necessária, acontecerá com unidades e equipamentos para garantir a defesa da soberania dos países bálticos, contra uma eventual ameaça da Rússia

Os Estados Unidos admitiram hoje a mobilização, caso necessário, de unidades e equipamentos para garantir a defesa da soberania dos países bálticos (Estónia, Letónia e Lituânia) contra uma eventual ameaça da Rússia.

A possibilidade foi avançada pelo secretário da Defesa norte-americano, James Mattis, durante uma conferência de imprensa conjunta com a Presidente lituana, Dalia Grybauskaite, realizada hoje em Vilnius.

Segundo informou a televisão pública da Estónia (ERR), citada pelas agências internacionais, James Mattis respondeu desta forma quando questionado se Washington estaria a estudar a possibilidade de instalar sistemas defensivos, como uma bateria de lançamento de mísseis Patriot, nos países bálticos.

"Destacaremos sistemas defensivos se necessário para garantir que a soberania (nacional) é respeitada", indicou o secretário de Estado da Defesa norte-americano.

Ainda sobre esta matéria, Mattis acrescentou que Washington irá avaliar sempre o contexto e analisar "o sistema específico" e "necessário" para responder a cada situação.

E qualificou como "simplesmente desestabilizador" qualquer aumento "do poder de combate russo" nas imediações dos Estados bálticos.

Ainda na capital lituana, James Mattis realçou que tanto os Estados Unidos como a NATO continuam firmemente comprometidos com a segurança destes países.

A anexação da península ucraniana da Crimeia e o apoio de Moscovo aos separatistas pró-russos da região leste da Ucrânia preocupam profundamente os países bálticos - Estónia, Letónia e Lituânia -, membros desde 2004 da União Europeia e da NATO após meio século de ocupação soviética que vigorou até ao início da década de 1990.

O ministro dos Negócios Estrangeiros lituano, Linas Linkevicius, escreveu na rede de "microblogues" Twitter que a visita de Mattis à Lituânia é "outra demonstração" da solidez do "vínculo transatlântico" e uma "mensagem clara para qualquer um que esteja tentado" a testar essa relação.

Está previsto que Mattis tenha reuniões com os seus homólogos da Estónia, da Letónia e da Lituânia.

No verão passado, durante uma cimeira em Varsóvia, a NATO acordou o destacamento de tropas multinacionais nestes três Estados bálticos e na Polónia no âmbito de uma estratégia de dissuasão, que foi fortemente criticada por Moscovo.