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Ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, congratula-se com o acordo.
A União Europeia chegou este sábado a acordo para aceitar a proposta de texto final da presidência da COP30 sobre alterações climáticas após conseguir incluir todas as suas "linhas vermelhas", disse hoje a Ministra do Ambiente portuguesa.
Maria da Graça Carvalho, ministra do AmbienteMiguel Baltazar
"As nossas linhas vermelhas estão todas lá. (...) e à última hora conseguimos um acordo, o que é muito bom", disse Maria da Graça Carvalho aos jornalistas portugueses após uma longa reunião do grupo para chegar a acordo sobre como votar a proposta da presidência brasileira.
A ministra reconheceu que o texto não terá uma menção direta aos combustíveis fósseis nem fará qualquer avanço em relação ao que já tinha sido acordado na COP28, do Dubai, de trabalhar para um abandono progressivo dos combustíveis fósseis.
No entanto, mostrou-se satisfeita por conter uma referência ao que foi acordado no Dubai, uma das exigências da UE, ao incluir no texto o "consenso EAU [Emirados Árabes Unidos].
"Temos uma ambição para a mitigação e fazemos a referência ao artigo que foi aprovado no Dubai do 'phasing out' dos combustíveis fósseis até 2030, (...) um compromisso de implementar o que foi aprovado no Dubai. É o máximo que conseguimos obter, era isto ou um não acordo", disse Maria da Graça Carvalho.
Segundo a governante portuguesa, os 27 conseguiram fazer incluir na proposta inicial os três pontos que queriam: uma maior ambição nas contribuições nacionalmente determinadas (NDC, na sigla em inglês), a referência ao que é preciso fazer para não ultrapassar o 1,5ºC de aquecimento face aos níveis pré-industriais -- a referência ao "consenso EAU" - e o objetivo de triplicar o financiamento para a adaptação dos países em desenvolvimento.
Ao fim de mais de três horas de reunião, a ministra explicou que foi muito difícil chegar a acordo entre os 27 e contou que foi a primeira a defender que era preciso sair da COP30 com um acordo e que o último país a aceitar foi a França, que queria um texto mais ambicioso.
Admitiu que houve o risco de se sair da COP30 sem acordo, mostrando-se aliviada por ter sido alcançado, pelas questões do clima, da democracia, do processo multilateral e também da relação da Europa com os países da América Latina, com o Brasil: "Tudo isso estava em cima da mesa".
Um não-acordo seria também "uma vitória de quem tentava boicotar este processo", disse ainda, numa referência ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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