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Muitos congressistas têm enfrentado críticas nos seus círculos eleitorais pelo impacto das tarifas na atividade de empresas que dependem da importação de matérias-primas e no encarecimento de bens de consumo.
A Câmara dos Representantes norte-americana aprovou a revogação das tarifas alfandegárias ao Canadá, com apoio de congressistas republicanos que resistiram a ameaças do Presidente Donald Trump.
Câmara dos Representantes dos EUA vota revogação das tarifas de Trump ao CanadáAP Photo/Mariam Zuhaib
O projeto de lei precisa agora de ser aprovado pelo Senado para ser enviado para promulgação, sendo certo que se passar na câmara alta do Congresso será vetado pelo Presidente, que fez das tarifas a pedra basilar da sua política económica e até um instrumento de pressão diplomática.
Apesar de a aprovação da resolução ter um significado sobretudo simbólico, Trump alertou na plataforma Truth Social que os eleitos que votassem contra as suas tarifas enfrentariam “as consequências nas eleições, incluindo nas primárias", quando se preparam candidaturas às intercalares de novembro, em que estará em jogo o controlo republicano nas duas câmaras do Congresso.
Gregory Meeks, principal democrata na Comissão de Relações Exteriores da Câmara e autor da resolução, afirmou que a escolha dos congressistas era “simples, muito simples”: “Votam para reduzir o custo de vida das famílias americanas ou para manter os preços elevados por lealdade a uma pessoa – Donald J. Trump?”, questionou.
Muitos congressistas têm enfrentado críticas nos seus círculos eleitorais pelo impacto das tarifas na atividade de empresas que dependem da importação de matérias-primas e no encarecimento de bens de consumo.
A votação desta noite, de 219 votos a favor contra 211, foi uma das primeiras vezes em que a Câmara, controlada pelos republicanos, contrariou uma política emblemática de Trump desde que este regressou à Casa Branca há um ano.
A resolução visa pôr fim ao estado de emergência nacional declarado por Trump para justificar as tarifas.
O governo Trump alegou que o fluxo ilícito de drogas do Canadá constitui uma ameaça invulgar e extraordinária que permite ao Presidente impor tarifas sobre bens importados fora dos termos do acordo comercial EUA-México-Canadá.
O líder republicano da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, tentou evitar a votação, insistindo que os congressistas aguardassem uma decisão pendente do Supremo Tribunal num processo sobre as tarifas.
Johnson articulou mesmo uma complexa alteração das regras para impedir a votação em plenário, mas a estratégia falhou, quando os republicanos se retiraram durante uma votação processual para garantir que a medida democrata poderia avançar.
"As políticas comerciais do Presidente têm sido muito benéficas (...) E acho que o sentimento é de que devemos dar um pouco mais de tempo para que isto seja resolvido entre o Poder Executivo e o Poder Judicial", defendeu Johnson.
Recentemente, Trump ameaçou impor uma tarifa de 100% sobre os produtos importados do Canadá devido ao acordo comercial proposto entre o país e a China, intensificando a disputa com o antigo aliado norte-americano e primeiro-ministro Mark Carney.
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