A repórter morreu, aos 23 anos, quando recebeu no seu escritório um envelope bomba, que detonou quando o tentou abrir.
Vladimiro Montesinos, o assessor que foi o braço direito do ex-presidente peruano Alberto Fujimori (1990-2000), foi condenado a 20 anos de prisão pelo homicídio da jornalista Melissa Alfaro, em 1991, segundo informou sexta-feira a justiça peruana. A Terceira Secção Criminal Superior Nacional Liquidatária Transitória do Supremo Tribunal Nacional condenou, por unanimidade, Montesinos a 20 anos de prisão, já preso por outros casos notórios de abusos de direitos humanos, mas agora pelo homicídio qualificado da jornalista Melissa Alfaro Méndez.
Vladimiro Montesinos foi condenado a 20 anos de prisãoAP
Neste caso, o Ministério Público do Peru pedia uma pena de 35 anos de prisão.
A repórter morreu, aos 23 anos, quando recebeu no seu escritório um envelope bomba, que detonou quando o tentou abrir.
No seu acórdão, o magistrado rejeitou o pedido de prescrição apresentado pela defesa de Montesinos, acrescentou o Poder Judicial na sua conta da rede social X.
O Ministério Público apurou que houve cinco pessoas envolvidos neste crime, entre as quais Victor Peñas, que foi o fabricante dos envelopes, mas que na sentença foi absolvido como autor material.
No entanto, a Coordenadora Nacional de Direitos Humanos (CNDDHH), que assessorou a família de Alfaro, anunciou que vão recorrer dessa absolvição.
"Após 34 anos de impunidade, a verdade impõe-se sobre o silêncio. Este é um triunfo da memória e da luta incansável da sua família. Justiça para Melissa!", realçou a organização defensora dos direitos humanos.
Os outros envolvidos no crime, segundo o Ministério Público, eram o ex-presidente Fujimori, falecido em 2024, o ex-chefe do Serviço de Inteligência Nacional (SIN) Julio Salazar Monroe, também falecido em 2024; e o general na reforma José Villanueva, ex-comandante geral das Forças Armadas.
Montesinos, agora com 80 anos, está preso no estabelecimento prisional Ancón II, a norte de Lima, e preparava-se para a sua libertação nos próximos meses, depois de ter cumprido mais de 20 anos na prisão de máxima segurança da Base Naval do Callao por delitos de homicídio qualificado, desaparecimento forçado, corrupção e conluio, entre outros cargos.
No entanto, uma recente sentença judicial indicou que não pode comutar as novas penas recebidas com as anteriores, de modo que deverá permanecer na prisão pelo menos até 2032, embora Montesinos tenha apresentado um habeas corpus para reverter esse despacho.
Assessor do ex-presidente peruano Fujimori condenado no Perú por homicídio de jornalista
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