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"Alvo: dinamite dourada". Divulgadas imagens da operação de resgate de Corina Machado da Venezuela

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Operação de resgate da opositora venezuela, que tinha como objetivo levá-la até Oslo para receber o Nobel da Paz, foi realizada em duas etapas: uma via terrestre e a outra via marítima.

A Grey Bull Rescue - empresa de resgate que elaborou o plano de retirada de María Corina Machado da Venezuela - divulgou imagens inéditas dessa operação, que aconteceu a 9 de dezembro e durou entre 15 a 16 horas. O objetivo era retirar a opositora venezuelana do local onde estava escondida e levá-la até Oslo, para receber o Plano Nobel da Paz, sendo que a operação se dividia em etapas: o primeiro objetivo era assegurar a transferência de Corina Machado até uma embarcação, localizada num ponto secreto em alto mar, que visava afastá-la da Venezuela. O segundo era conseguir que fosse transferida até a um porto nas Caraíbas para embarcar num avião que seguia para Oslo.

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"Estamos na região há um mês a trabalhar na Venezuela, mas esta operação é um verdadeiro desafio. Levá-la de onde está para onde precisa de estar é claramente um desafio", disse inicialmente Bryan Stern, fundador do Grey Bull Rescue, num vídeo gravado dentro do barco que seguia ao encontro de Corina Machado.

As imagens mostram a embarcação a navegar numa escuridão total, sempre com a ajuda de um radar, e no meio de ondas fortes, até que se ouve: "Jackpot, jackpot, jackpot. Alvo: dinamite dourada". Os gritos marcavam o sucesso da missão.

O barco em que Corina Machado seguia, e que serviu para abandonar a Venezuela, encontrou o navio da Grey Bull em pleno alto mar e a meio da noite. Quando ambos os barcos se aproximam, o fundador do grupo disse: "Olá María, o meu nome é Bryan. Prazer em conhecê-la. Eu ajudo-te."

No mesmo áudio, ouve-se ainda Corina Machado a comentar: "Está tudo tão molhado e tão frio...". E logo em seguida, a opositora - que estava com um boné e um casaco preto - diz para o vídeo: "Sou a María Corina Machado. Estou viva, segura e muito grata à Grey Bull."

Já em terra, Bryan Stern chegou a recordar à CBS como esta operação foi demasiado arriscada. "Foi perigoso, aterrorizante. As condições do mar eram ideais para nós, mas não eram águas onde se gostaria de estar. Quanto mais altas as ondas, mais difícil é para o radar. É assim que funciona", explicou.

María Corina Machado estava escondida na Venezuela há quase um ano - depois de ter liderado um movimento de oposição contra o chavismo e Nicolás Maduro, nas eleições presidenciais de julho de 2024. Graças a esta operação, conseguiu chegar a Oslo a tempo de receber o Prémio Nobel da Paz.

A opositora acabou, contudo, por a sua medalha ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O momento aconteceu durante uma visita de Corina Machado à Casa Branca.

O , no entanto, a postura da venezuelana e recordou que os prémios não podem ser partilhados com terceiros.

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