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Departamento de Justiça dos EUA investiga governador de Minnesota e autarca de Minneapolis

Eu causa está a teoria de que ambos obstruíram as atividades dos agentes da imigração (ICE).

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos estará a investigar algumas autoridades do Minnesota, nomeadamente o governador Tim Walz e o presidente da Câmara de Minneapolis, Jacob Frey. A informação está a ser avançada pela , que cita uma fonte familiarizada com o processo, e que refere que em causa está a teoria de que ambos obstruíram as atividades dos agentes da imigração (ICE).

Jacob Frey e Tim Walz investigados pelo Departamento de Justiça dos EUA
Jacob Frey e Tim Walz investigados pelo Departamento de Justiça dos EUA Foto AP/Bruce Kluckhohn

Minneapolis tem sido palco de vários protestos, desde que um agente do ICE , na semana passada. Tanto Tim Walz como Jacob Frey, discordaram das autoridades federais  - que garantem que o polícia Jonathan Ross agiu em legítima defesa. Além de criticarem a resposta federal, questionaram por que é que o FBI não está a investigar este agente.

"Há dois dias foi [a senadora] Elissa Slotkin. Na semana passada foi [o presidente da Reserva Federal] Jerome Powell. Antes disso, [o senador] Mark Kelly. Usar o sistema judicial como arma e ameaçar opositores políticos é uma tática perigosa e autoritária. A única pessoa que não está a ser investigada pelo assassinato de Renee Good é o agente federal que disparou contra nela”, afirmou na sexta-feira o governador do Minnesota em comunicado.

O presidente da Câmara de Minneapolis entretanto já reagiu às notícias sobre a investigação por parte do Departamento de Justiça e afirmou que "não se deixará intimidar". “Esta é uma tentativa óbvia de me intimidar por defender Minneapolis, as nossas forças policiais e os nossos moradores contra o caos e o perigo que esta administração trouxe para as nossas ruas”, disse. "Nem a nossa cidade nem o nosso país sucumbirão a esse medo. Permanecemos firmes como uma rocha."

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O Departamento de Justiça recusou-se, contudo, a comentar esta alegada investigação. Apenas a procuradora-geral, Pam Bondi, reagiu na sexta-feira a esta notícia. "É um lembrete para todos em Minnesota: ninguém está acima da lei", escreveu na rede social X.

Esta informação está agora a levantar preocupações. Aaron Terry, diretor de defesa pública da Fundação para os Direitos Individuais na Educação, afirmou na sexta-feira, através de um comunicado citado pela NBC, que se a investigação se basear em críticas às operações de imigração do governo, “é flagrantemente inconstitucional e intolerável”.

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